Vice de Dilma deve ser escolhido entre abril e maio, diz Temer

Mesmo com divergências regionais, deputado acredita que tendência a apoiar Dilma é a 'mais forte' no PMDB

Carolina Freitas, da Agência Estado,

01 de março de 2010 | 14h07

O presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP) disse nesta segunda-feira, 1º, em São Paulo, acreditar que será possível definir o nome do vice na chapa da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, entre os meses abril e maio. Assim, afirmou Temer, restará apenas sacramentar nas convenções partidárias, em junho, o nome que já estiver politicamente escolhido para a vaga. "Acho que as coisas precisam estar definidas nesse período, porque a convenção legalmente definida se dá em junho", afirmou Temer, cotado para compor a chapa de Dilma na corrida presidencial deste ano.

 

Temer evitou se colocar como candidato a vice, preferindo se declarar apenas "candidato a deputado federal". "Toda esta questão da vice-presidência, eu tenho dito sempre, é uma questão circunstancial. Vai depender muito do momento em que, a candidata já lançada, for preciso verificar o nome que é mais conveniente para a candidatura. Acho que isso é uma coisa para o futuro", emendou. Temer disse não temer objeções ao seu nome entre os petistas. "Não existe medo de vaia", afirmou, ao lembrar que no Congresso do PT que aclamou Dilma candidata foi aplaudido.

 

Mesmo com as divergências regionais do PMDB, Temer disse acreditar que a tendência a apoiar Dilma é a "mais forte" dentro do partido. "Temos no PMDB a tradição de uma democracia interna muito acentuada. Uma resolução depende de muita conversa."

 

Temer disse ainda que vai se reunir nesta terça-feira, 2, com o ministro Nelson Jobim, com o ex-ministro Mangabeira Unger e com o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, para começar a formular um plano de governo do PMDB. "Vamos fundir no futuro nosso programa com o do PT."

 

ERRATA: Diferente do que a reportagem informava antes, o deputado Michel Temer não afirmou que "a vice-presidência é uma questão de circunstância. Depende do momento em que a candidata, já anunciada, indicar o nome mais conveniente". A frase correta é como está escrito no segundo parágrafo desta reportagem.

 

Atualizada às 20h12 para correção

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