Vice da Câmara defende ponto para coibir 'fantasmas'

O vice-presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), integrante da comissão responsável por propor a reforma administrativa da Casa, disse ontem que o ponto eletrônico ajudará a coibir os funcionários "fantasmas" que trabalham em Brasília, mas que os deputados são responsáveis por controlar a atividade e a assiduidade dos que trabalham nos Estados. Atualmente, os servidores assinam o ponto nos gabinetes, mas não precisam comprovar a presença diariamente. Podem assinar uma vez por semana ou até por mês.

LUCIANA NUNES LEAL, Agencia Estado

10 de maio de 2009 | 18h09

"Estamos fazendo um estudo para fixar as regras para o novo sistema de ponto. Para os lotados em Brasília, uma opção poderá ser o uso da impressão digital para marcar o ponto e evitar que outro funcionário faça no lugar do colega. Estamos estudando como controlar a presença de cada um", afirmou Maia. Nos casos dos funcionários que atuam fora da capital federal, o vice-presidente apela para a fiscalização de cada parlamentar. "O deputado é encarregado de definir a tarefa dos funcionários nos Estados e de controlar a assiduidade. Não temos como montar sistema de ponto eletrônico em cada Estado", disse o deputado petista.

Além da farra com a cota das passagens e os abusos com a verba indenizatória, a contratação de funcionários que não trabalham é outro problema que a comissão da reforma administrativa pretende enfrentar. Para as passagens e a verba, foram baixadas normas disciplinadoras, mas a comissão busca uma solução definitiva para regulamentar o uso de todos os benefícios a que os deputados têm direito. Em outra frente, tenta acabar ou pelo menos diminuir os "fantasmas".

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