Sérgio Castro/Estadão - 01.01.2015
Sérgio Castro/Estadão - 01.01.2015

Vice chama Alckmin de 'picolé de virtudes'

Em artigo, Márcio França (PSB) dá outra versão a apelido de governador e novamente coloca tucano como possível nome do partido para eleição presidencial em 2018

ANA FERNANDES, O Estado de S. Paulo

09 de janeiro de 2015 | 12h41

São Paulo - O vice-governador de São Paulo, Márcio França (PSB), recentemente indicado também como secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, assina um artigo na edição de hoje do jornal A Tribuna, de Santos, elogiando o governador Geraldo Alckmin (PSDB). No texto, França transformou o "picolé de chuchu", apelido jocoso do governador paulista, em "picolé de virtudes". O vice ainda reforçou o nome de Alckmin como possível candidato à Presidência em 2018. 

"Depois desse período de turbulências, o povo brasileiro poderá estar à procura de estabilidade e retidão. Se isso acontecer, vai encontrar fácil o anestesista de Pinda, o marido apaixonado da Lu e o picolé de virtudes que se tornou governador pela quarta vez", diz o texto. Na posse do governador, em 1º de janeiro, Márcio França já havia dito que Alckmin "projeta um governo mais nacional".

Ao longo de todo o artigo, intitulado "Para entender Geraldo Alckmin", França fala sobre seus anos de convivência com o governador e explica, sob seu ponto de vista, como depois dos "desafios nas áreas de segurança, saúde, educação e com uma falta de chuvas sem precedentes" o tucano conseguiu se reeleger. O vice também agradece pela "oportunidade e felicidade" de estar ao lado de Alckmin neste governo.

"Geraldo é reto é preciso. Não tem tortuosidade. Idôneo e trabalhador, simples e sereno. Geraldo é a cara de São Paulo", diz em um dos muitos parágrafos de elogios. "Não à toa, é o homem que mais vezes se elegeu governador deste Estado. Não tem fim de semana, feriado ou férias. Só trabalho e trabalho. Coisas de paulista...", completa.

França foi o principal articulador para a aliança do PSB com o PSDB em São Paulo, em um projeto político que enfrentou a resistência da então vice de Eduardo Campos na disputa presidencial, Marina Silva, e da deputada Luiza Erundina, figura histórica do partido no Estado. França conseguiu o posto de vice de Alckmin após intensas negociações. A vaga era cobiçada por Gilberto Kassab, do PSD, que esteve entre os principais cotados para compor a chapa. O partido do ex-prefeito de São Paulo acabou deixando a coligação encabeçada pelo PSDB e apoiando a candidatura de Paulo Skaf (PMDB).

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