Vice busca causa para a morte do prefeito de Monte Alto

A morte do prefeito Gilberto Morgado (PT), de 54 anos, em São Paulo, surpreendeu Monte Alto, na região de Ribeirão Preto. Casado e sem filhos, Morgado estava na primeira gestão administrativa, após quatro mandatos como vereador. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de suicídio.Apesar da minoria na Câmara (cinco da oposição e quatro da situação), o prefeito não sofria investigações por supostas irregularidades e foi à capital para assinar um convênio do projeto Guri. Com a morte de Morgado, o vice Maurício de Mattos Piovezan (PT), atual secretário municipal da Saúde, assumirá a prefeitura.Piovezan esperava, nesta tarde, informações sobre a emissão do atestado de óbito de Morgado para saber quais os procedimentos legais para tomar posse do cargo. Abalado, nem sabia se a posse seria imediata ou não. Apesar da ligação pessoal com o prefeito, disse que não sabia o que teria motivado Morgado a cometer suicídio. O presidente da Câmara, Isael Aparecido Chiqueteli (PL), da oposição, disse que politicamente Morgado não tinha problemas. "As críticas de governo eram naturais, normais", comentou Chiqueteli, também surpreso com a notícia.Monte Alto é investigada pelo suposto esquema fraudulento do lixo por promotores do Grupo de Atuação Especial Regional para Prevenção e Repressão ao Crime Organizado (Gaerco). O inquérito sobre a licitação do lixo hospitalar foi concluído pela Delegacia Seccional de Sertãozinho e enviado durante a semana à Justiça, mas Morgado não era o investigado. O ex-prefeito Donizete Sartor (PSDB), entre 2001 e 2004, que nega irregularidades, é o investigado no caso. Em 2005, o advogado Rogério Tadeu Buratti disse, em depoimento à Polícia Civil, disse que Sartor teria recebido propina entre 5% e 15% do faturamento do contrato, vencido pela Leão Leão. A empresa também nega a prática do pagamento da propina. Três ex-diretores da Leão Leão e um empresário de uma empreiteira foram indiciados no inquérito.

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