Vice atua como empresário e quer 'implodir' governo, diz Yeda

Governadora diz que expulsão de Paulo Feijó depende do DEM e critica também a criação da nova CPMF

da Redação

13 de junho de 2008 | 13h57

A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), disse nesta sexta-feira, 13, que o vice-governador do Estado, Paulo Feijó (DEM), atua como empresário e entrou na equipe tentando "implodir" o seu governo. "Como o PFL (antigo DEM), na época,  não quis trocar o nome, cabe a mim carregar este pesado fardo (de ter Feijó na equipe). Ele entrou tentando implodir o governo e agora é interessante observar isso", disse a governadora em entrevista à rádio Eldorado.  A crise no governo Yeda se intensificou após a divulgação por Feijó de gravações de conversas com autoridades do governo  para fundamentar denúncia de corrupção. Ele pode ser punido com pena de advertência, censura, suspensão ou expulsão.    Veja também: Gravação de conversa abre crise no governo Yeda, no RSDeputados do PT pedem saída de governadora do RSPP e PMDB rompem com chefe da Casa Civil do RS Yeda afirmou que não cabe a ela decidir se Feijó fica ou não no seu governo, declarando que isso é decisão do partido dele. " Depende do partido a expulsão do partido, o partido que faça, eu continuo de maneira mais transparente possível, ele não tem comportamento partidário, e sim pessoalista (sic)".  Yeda criticou também a criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS, a nova CPMF, aprovada na Câmara dos Deputados esta semana e agora vai ao Senado. " Sociedade está cansada de imposto, por mais que tenhamos herdado essa carga, eu vou legar ao meu sucessor uma situação bem melhor que a que eu peguei. É uma discussão grande, governo tem força para reverter a situação. Mas não sei se vão ter tempo para isso, por conta das eleições" disse.

Tudo o que sabemos sobre:
Yeda CrusiusCSSPaulo Feijó

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.