Hélvio Romero/AE
Hélvio Romero/AE

Vice afirma que Russomanno é o que 'realmente existe de novo' nessas eleições

Coordenador da campanha diz que candidato não cairá nas pesquisas com propaganda na TV e que Russomanno é uma 'realidade'

Guilherme Waltenberg - Agência Estado,

21 de agosto de 2012 | 13h40

São Paulo, 21 - Enquanto comemorava a chegada de Celso Russomanno (PRB) à liderança nas intenções de voto para a prefeitura da capital paulista, divulgada nesta terça-feira, 21, pelo instituto Datafolha, o candidato a vice em sua coligação 'Por uma Nova São Paulo', Luiz Flávio Borges D'Urso (PTB), afirmou que Russomanno representa o que "realmente existe de novo" nestas eleições.

"O novo chama-se Celso Russomanno. Esse é o novo que traz projetos, que traz ética na política", afirmou em referência ao bordão do "novo" utilizado por boa parte dos candidatos à sucessão de Gilberto Kassab (PSD), como Fernando Haddad (PT) e Gabriel Chalita (PMDB).

Em discurso na nova sede do Comitê de Campanha do PRB, na região da Avenida Paulista, D'Urso falou ao lado de Russomanno e do presidente nacional do PRB e coordenador da campanha, Marcos Pereira. Para D'Urso, a pesquisa Datafolha que aponta Russomanno com 31% dos votos contra 27% de José Serra, é "um registro de satisfação pelo momento de sinergia e união" dos partidos que integram a coligação.

Já o coordenador da campanha, Marcos Pereira, também adotou a postura de pregar o novo, mas afirmou não acreditar que, com o início da propaganda eleitoral no rádio e televisão, o candidato irá cair nas pesquisas, dizendo que Russomanno é uma "realidade". "Essa candidatura é a esperança de muitos", defendeu.

Segundo Pereira, a maior dificuldade enfrentada pela campanha foi quando o senador Marcelo Crivella (RJ) aceitou o Ministério da Pesca no governo de Dilma Rousseff. "Enfrentamos muitas dificuldades entre março e agosto (para consolidar a candidatura). Agora, (a candidatura Russomanno) é uma realidade", afirmou, numa referência ao fato de que poderia haver algum tipo de pressão para que o PRB apoiasse o candidato da presidente da República em São Paulo, o petista Fernando Haddad.

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