Viana vai propor acordo para reduzir prazos da CPMF no Senado

Presidente interino quer negociar nesta terça, entre os líderes partidários, redução de tramitação da emenda

Cida Fontes, do Estadão

15 Outubro 2007 | 19h37

O presidente do Senado em exercício, Tião Viana (PT-AC), vai propor nesta terça-feira, 15, aos líderes partidários um acordo para reduzir os prazos de tramitação da emenda que prorroga a Contribuição Provisória de Movimentação Financeira (CPMF).   Veja também:   Cronologia do caso  Entenda os processos contra Renan  Para Lula, aprovação da CPMF independe de Renan 'Nova denúncia contra Renan justifica sua cassação'  Leitura de requerimento no Senado oficializa licença de Renan   Mesmo depois da licença do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência do Senado, os líderes da oposição deixaram claro que não pretendem abrir mão do regimento para a votação da CPMF.   A emenda está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e a relatora, senadora Kátia Abreu (DEM-TO), tem 30 dias para apresentar seu relatório.   A decisão de propor a redução dos prazos foi tomada nesta segunda na reunião da Mesa Diretora do Senado convocada por Tião Viana que terça almoça com os líderes.   A CPMF foi aprovada na Câmara, em 2º turno, na semana passada.   Licença oficial   Nesta segunda, durante sessão , Viana leu o requerimento que oficializa a licença de Renan Calheiros da presidência, por 45 dias.   Encaminho a vossa excelência , senador Tião Viana, pedido de licença pelo prazo de 45 dias conforme gravação exibida pela  TV senado", diz trecho do documento, lido pelo presidente interino.   Mais cedo, durante entrevista, Viana disse ainda que pode mexer em alguns cargos do gabinete da Presidência e trocá-los por assessores de sua confiança, durante o período em que estiver no cargo.      Em seguida à leitura, o  líder do PSDB no Senado, Artur Virgílio (RN), disse que agora, após a licença de Renan, a Casa poderá abordar de maneira "segura a CPMF".   "Amanhã (terça-feira) farei uso da tribuna para começarmos a abordar de maneira segura a questão da CPMF, direi o que fará o coração do meu partido, sobre isso".   Renan já havia antecipado, na última quinta-feira  que pretendia se licenciar da Presidência para poder dedicar-se à sua defesa nos processos abertos contra ele no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado.   Quinto processo   Mesa do Senado decidiu nesta segunda-feira encaminhar ao Conselho de Ética a quinta representação contra Renan.   O PSDB e o DEM pedem a investigação da denúncia de que Francisco Escórcio, ex-assessor de Renan, teria sido designado para espionar os senadores Demóstenes Torres (DEM-GO) e Marconi Perillo (PSDB-GO), opositores de Renan. No conselho, há três processos. Renan foi absolvido de um deles, o de que teve despesas pessoais pagas por um lobista.  

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