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Viana desafia Marcos Valério a contar 'tudo o que sabe'

Senador do PT defende tese de que o mensalão teria começado em MG com o PSDB e o PFL

Rosa Costa, de O Estado de S. Paulo

18 de setembro de 2012 | 18h21

O senador Jorge Viana (PT-AC) desafiou nesta terça-feira, 18, o publicitário Marcos Valério a contar tudo o que sabe sobre o mensalão que, na sua avaliação, teria começado em Minas Gerais com o PSDB e o PFL (como se chamava o DEM), e não com o PT. Viana falou no plenário do Senado para contestar o líder do PSDB, senador Alvaro Dias (PR), que acusava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de manter "um silêncio ensurdecedor" diante da suposta denúncia de Valério, publicada pela revista Veja, de que ele seria "o chefe" do mensalão. O senador do Acre pôs em dúvida a veracidade das afirmações atribuídas a Valério, principal operador do mensalão.

"Queria muito que o senhor Marcos Valério viesse falar nos canais de televisão, nos jornais, não a partir de aspas inventadas, mas de sua própria voz contando a origem dessa organização de desviar partidos e base aliada", afirmou. "Eu particularmente gostaria que Marcos Valério falasse à Nação, certamente, ele não traria mais uma versão e, sim, talvez, a realidade dos fatos...se Marcos Valério falasse, se ele viesse a falar seria muito bom para o Brasil", reiterou.

O senador petista entende que Valério "foi jogado aos leões" pelo PSDB e PFL e não pelo seu partido, o PT, como consta nas declarações atribuídas a ele pela Veja. Ele apontou a existência de um golpe no procedimento dos que consideram Lula responsável pelo mensalão. "Golpe, não. A elite brasileira tem todo o direito de criticar, setores da mídia não gostam do modelo petista de governar. Não tem problemas. Só não vale golpe. Só não vale fazer matérias, só não vale montar esquemas para tentar destruir a história de um partido que tem muitos erros e falhas", afirmou.

Jorge Viana retomou a tese, derrubada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), de que seu partido é vítima e não o responsável pelo esquema do mensalão. "Essa intolerância da elite brasileira com o PT está institucionalizada, é real. Eles não aceitaram o governo do presidente Lula por oito anos, eles engoliram mal e porcamente".

"Eu sigo confiando (no STF), mas vamos deixar a mais alta Corte do Brasil julgar com a independência que ela precisa ter. Não vamos fazer esse jogo de tentar a manipulação da opinião pública. Não funcionou uma vez. Tentaram duas vezes, tentaram três e agora estão achando que estão conseguindo algo", completou.

Ao responder ao petista, o senador Alvaro Dias disse que o PT teria prevaricado ao não denunciar o que ocorreu em Minas Gerais, "se é que ocorreu". "Não houve denúncia. O procurador não teve o privilégio de engavetar, porque à época, a denúncia não ocorreu". O tucano lembrou que a denúncia do mensalão em Minas Gerais surgiu na esteira, na repercussão e do impacto provocado pelo mensalão do PT em 2005.

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