Viana acusa senadores da base de 'desatenção' com a CPMF

Sessão realizada nesta 6ª por conta do prazo de tramitação da CPMF teve baixo quórum; oposição quer anular

Cida Fontes, de O Estado de S. Paulo, Agencia Estado

30 de novembro de 2007 | 13h20

O presidente interino do Senado, senador Tião Viana (PT-AC), acusou de "desatenção" e "desinteresse" os senadores da base aliada que não compareceram à sessão deliberativa desta sexta-feira, 30, destinada a contar prazo para a discussão da emenda que prorroga a vigência da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).  Estavam presentes 26 dos 81 senadores. Por entender que seriam necessários 41, o líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), questionou a validade da sessão por entender que não houve quórum suficiente para realização de votações. E avisou que vai pedir sua anulação. Veja também:  Entenda a cobrança da CPMF   CPMF só irá à votação na quinta se houver acordo, diz Viana Virgílio vai pedir anulação de sessão sobre a CPMFGoverno precisa atender oito senadores para aprovar CPMFGoverno quer resolver sucessão de Renan antes de votar CPMFMantega afirma que Fazenda não tem plano B para a CPMFGoverno precisa atender oito senadores para aprovar CPMF Viana informou que a sessão contou prazo na tramitação da CPMF, que precisa de cinco no total antes de ser votada. Para a próxima segunda-feira, está prevista a quinta e última sessão do prazo necessário para o encerramento da discussão da CPMF. A votação da emenda em primeiro turno pelo plenário está prevista para o dia 6 de dezembro.  O senador petista afirmou que a presença de 41 senadores em plenário só é obrigatória quando há votações, o que não aconteceu nesta sexta, e que está cumprindo o Regimento Interno da Casa.  "Os senadores da base governista teriam que comparecer para confirmar que se trata de matéria de interesse do governo. Houve desatenção desses senadores", afirmou, anunciando que os faltosos que não justificarem a ausência sofrerão desconto nos vencimentos.  "Lamento que a base não tenha posto gente no plenário. O regimento assegura que se pode discutir sem o quórum necessário para votar", disse Viana. Segundo ele, Virgílio não poderia pedir verificação de quórum porque não houve votação hoje. No entender do presidente interino da Casa, a decisão de Virgílio de recorrer à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) contra a realização da sessão, isso só vai fortalecer o regimento.   (Com Rosa Costa, de O Estado de S. Paulo)

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