Lúcio Bernardo Junior/Câmara dos Deputados
Lúcio Bernardo Junior/Câmara dos Deputados

Viagem de réveillon de Cristiane Brasil para Fernando de Noronha será investigada

Suspeita é de que parlamentar indicada para o Ministério do Trabalho tenha feito uso indevido de hotel da FAB

Anderson Bandeira, especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

19 Janeiro 2018 | 12h42

RECIFE - A deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ) entrou na mira do Ministério Público Federal de Pernambuco (MPF-PE). Em meio ao imbróglio jurídico que a petebista trava para assumir o Ministério do Trabalho, o Procuradoria vai investigar possível improbidade administrativa praticada pela deputada. Um procedimento já foi aberto na última quinta-feira, 18, e tem como foco os dias de repouso da carioca na Ilha de Fernando de Noronha, em Pernambuco, no final do ano. A suspeita é de que Cristiane tenha feito uso indevido do hotel de trânsito da Força Aérea Brasileira (FAB) durante o réveillon de 2017. A informação de que Cristiane passou a virada do ano no hotel da FAB fora publicada pela Coluna do Estadão

O hotel é mantido com verba pública para acomodar autoridades como militares e presidentes da República. O MPF suspeita que ela se hospedou para economizar aproximadamente R$ 35 mil, que seria o preço médio de um pacote de virada de ano em Noronha. O MPF deve nos próximos dias encaminhar ofício à Aeronáutica cobrando informações sobre a acomodação da parlamentar no hotel. A procuradora do caso é Silvia Regina Pontes, que não quis se pronunciar sobre o caso. 

A FAB informou que aceitou a hospedagem porque "havia disponibilidade de vagas". Já o Planalto afirmou que Temer “não tinha conhecimento e nem autorizou nada a quem quer que seja" e que a FAB era a responsável pelo assunto. Procurada, Cristiane ainda não se manifestou.

+++ Advocacia-Geral da União recorre ao STJ para assegurar posse de Cristiane Brasil

A parlamentar foi escolhida por Temer para ser ministra do Trabalho. Após revelação de condenação trabalhista da deputada, a Justiça barrou sua posse sob alegação de falta de 'moralidade administrativa' para ocupar o cargo. As duas partes recorreram, tanto ela quanto o governo, mas perderam. A Justiça manteve, assim, a posse suspensa. Agora, após quase duas semanas com caso pendente, o governo recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). O Judiciário está em recesso. 

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