Via Campesina faz vigília por seus presos em Erechim

Manifestantes suspenderam a vigília ao saber que o MP havia se manifestado pela soltura de seus companheiros

Elder Ogliari, de O Estado de S.Paulo

12 de março de 2009 | 19h05

Dezenas de manifestantes ligados aos movimentos da Via Campesina ficaram em vigília diante de uma agência do Banco do Brasil em Erechim durante o horário de expediente desta quinta-feira para pedir a libertação dos sete militantes da organização presos na quarta-feira.

 

Portando faixas e adereços pretos e carregando velas acesas em suas mãos, os pequenos agricultores, sem-terra e atingidos por barragens ocuparam uma faixa e o canteiro central da Avenida Sete de Setembro, uma das principais da cidade de 95 mil habitantes, localizada no norte do Rio Grande do Sul.

 

Ao entardecer, quando souberam que o Ministério Público havia se manifestado pela soltura de seus companheiros, os manifestantes suspenderam a vigília, mesmo que a Justiça ainda não tivesse respondido ao pedido de relaxamento de prisão feito pelos advogados da Via Campesina.

 

Os sete militantes foram presos na tarde de quarta-feira como líderes da ocupação da área de autoatendimento da agência do Banco do Brasil. Durante quase duas horas, a presença dos manifestantes impediu que cerca de 30 funcionários e clientes saíssem do prédio, o que, segundo a polícia, configurou flagrante de cárcere privado.

 

Na ação, a Via Campesina queria chamar a atenção do governo federal para a situação dos pequenos agricultores castigados por sucessivas estiagens no Estado e pedir que as dívidas que eles têm com os bancos sejam anistiadas.

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