Via campesina depreda em protesto contra agronegócio

Pelo menos 6,5 mil sem-terra participaram dos protestos, em oito Estados e no Distrito Federal

10 de março de 2009 | 02h28

O Ministério da Agricultura, um porto da Aracruz Celulose e plantações de eucalipto, entre outros alvos, foram na segunda-feira, 9, foco de ações da Via Campesina em todo o País contra o agronegócio. Pelo menos 6,5 mil sem-terra participaram dos protestos, em oito Estados e no Distrito Federal. Veja tambémAção reúne pelo menos 6,5 mil ativistas  Produtores de celulose viram alvo no ES e no RS  Com rostos cobertos, 600 sem-terra tomam usina em Barra Bonita  Mendes cria fórum para acompanhar questões agrárias  Vestidas para invadir e aparecer  Juiz bloqueia bens da Anca, que dá fachada legal ao MST   Em ato contra a falta de verba para agricultura familiar, o modelo de commodities e a lentidão na reforma agrária, centenas de camponeses invadiram o ministério. Houve confusão, um segurança saiu ferido e duas portas de vidro foram estilhaçadas. Revivendo cenas de depredação de 2006, até hoje sem punição, militantes queimaram em Açailândia (MA) toras de eucalipto da Vale. Mulheres do Movimento dos Sem-Terra - o protesto é inspirado no Dia Internacional da Mulher - ocuparam o porto da Aracruz e teriam danificado 2 mil toneladas de celulose. Em Porto Alegre (RS), o alvo foi uma área da Votorantim Celulose e Papel: 1,6 mil eucaliptos cortados. Preocupado com a tensão no campo, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, anunciou a criação de um fórum no Conselho Nacional de Justiça para acompanhar processos relativos à questão agrária. E a Justiça Federal bloqueou bens da Associação Nacional de Cooperação Agrícola, fachada legal do MST, que não teria comprovado o uso de R$ 3,8 milhões recebidos para alfabetização.

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