Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Estadão Digital
Apenas R$99,90/ano
APENAS R$99,90/ANO APROVEITE

Via Campesina danifica 2 mil toneladas de celulose em protesto

Aracruz Celulose afirmou que ainda que prejuízo de invasão de meia hora pode chegar a US$ 1,2 milhão

Pedro Dantas, de O Estado de S. Paulo,

10 de março de 2009 | 18h39

Após ter informado que as 450 mulheres militantes da Via Campesina, ligada ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), danificaram aproximadamente 2 mil toneladas de celulose, a Aracruz Celulose afirmou que ainda calcula os prejuízos da invasão e ocupação ao Portocel - terminal privativo da Aracruz e da Cenibra, em Barra do Riacho, no Espírito Santo - que durou meia hora, de acordo com a empresa. O prejuízo pode chegar a US$ 1,2 milhão, informou a assessoria de imprensa da empresa.  Veja também:Via campesina depreda em protesto contra agronegócioAção reúne pelo menos 6,5 mil ativistas  Produtores de celulose viram alvo no ES e no RS  Com rostos cobertos, 600 sem-terra tomam usina em Barra Bonita  Mendes cria fórum para acompanhar questões agrárias  Vestidas para invadir e aparecer  Juiz bloqueia bens da Anca, que dá fachada legal ao MST    Na segunda-feira, 9, em nota, a Aracruz se limitou a informar que as acusações da Via Campesina sobre as demissões de 1.500 trabalhadores terceirizados, recebimento de R$ 2,4 bilhões com recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) em uma operação da compra de ações da empresa pela Votorantim e destruição de recursos naturais "já foram ampla e devidamente esclarecidas nas diversas ocasiões em que foram levantadas e perante todos os órgãos competentes, incluindo a Justiça". A multinacional atacou o MST e disse na nota acreditar que as acusações "estejam mais uma vez sendo utilizadas para encobrir e justificar atos ilegais e agressões, que buscam atingir não só a Aracruz, mas principalmente o agronegócio brasileiro como um todo e a economia do país". Em seu site a Aracruz afirma que o agronegócio é responsável por 18 milhões de empregos no campo e por US$ 65 bilhões em exportações do país para o exterior.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.