Veto a remédios manipulados surpreende pacientes

No balcão da farmácia de manipulação, o funcionário avisa: ?Não podemos mais fazer esse medicamento.? A informação tem surpreendido pacientes de todo o País que tomam uma das 20 substâncias cuja preparação em farmácias de manipulação está suspensa pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) há um mês. Sem poder aviar a receita, eles têm de recorrer a produtos industrializados. Só que nem sempre encontram o que precisam tomar.?Alguns médicos têm trocado remédios de seus pacientes, mas há casos em que a substituição não funciona?, alerta Vânia Regina de Sá, presidente da Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais (Anfarmag), que representa farmácias de manipulação. Ela explica que o objetivo da manipulação é produzir remédios individualizados, com dosagens e composições inexistentes na indústria. Segundo Vânia, a medida da Anvisa compromete esse princípio e prejudica os pacientes.A decisão da Anvisa foi desencadeada pela morte de um menino de 12 anos, relacionada à clonidina, uma das substâncias suspensas. O caso aconteceu em Brasília em agosto; análise preliminar concluiu que houve erro na manipulação do remédio na farmácia. A Anvisa suspendeu todas as substâncias cuja dose de tratamento é próxima da dose tóxica.O presidente da Anvisa, Cláudio Maierovitch Pessanha Henriques, esclarece que a medida foi tomada em caráter de emergência e pode ser alterada. A Anvisa está discutindo o caso com a Anfarmag. ?Os pacientes que tiverem problemas por causa da suspensão devem entrar em contato com a Anvisa.? É preciso mandar o relato do caso para o e-mail (farmacovigilancia@anvisa.gov.br) ou para o fax 61-448-1275.

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