Verticalização pode jogar contra candidatura do PMDB, diz Temer

O presidente nacional do partido, Michel Temer, admitiu nesta segunda-feira que, caso seja mantida a regra da verticalização nas próximas eleições pelo Supremo Tribunal Federal (STF), ficará em risco o projeto de lançamento de um nome da legenda à Presidência da República."Mesmo que seja mantida a verticalização, defenderei a candidatura própria até o fim. Mas sou obrigado a concordar que algumas coisas podem jogar contra essa idéia", disse Temer, ressaltando, principalmente, as alianças regionais do PMDB que, certamente, não casariam com uma provável parceria no âmbito nacional.Segundo o deputado, a hipótese mais provável em um cenário de alianças verticalizadas, seria o de boa parte do partido caminhar para montagem de coligações locais, sem um candidato em plano nacional. Ou seja, seria descartada a candidatura própria. "Seria ruim para o partido, já que há toda uma vontade das bases para que se lance um candidato próprio", afirma o presidente da sigla.Temer descarta a tese de que a resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contribua para uma ação dos governistas no sentido de impedir a realização da prévia do partido, marcada para o dia 19. "Para eles também é interessante que não haja verticalização. Acho que a essa altura dos acontecimentos, é difícil impedir a prévia. Até porque, teremos a promulgação da PEC e depois uma série de eventos jurídicos que podem mudar o quadro ", resume.Para o presidente do PMDB, o parecer do TSE é frágil dado que examinava a verticalização à luz da legislação anterior, sem considerar a PEC 548/02, que derruba a regra. "Antes da PEC, até nós, no Congresso, achávamos impossível mudar regra para este ano. Mas, agora, o quadro legislativo muda e é preciso examinar o caso com base numa nova Lei." A verticalização obriga os partidos a reproduzir nos Estados a mesma aliança firmada para a Presidência da República.

Agencia Estado,

06 de março de 2006 | 16h56

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