Versão petista sobre "dinheiro misterioso" é fantasiosa, diz PF

Jamil Felix Naglis Neto, ex-assessor do deputado federal João Grandão (PT), acusado de receber propina do esquema da máfia das ambulâncias, disse em depoimento à Polícia Federal em Campo Grande, ter recebido ?um dinheiro misterioso?. O delegado federal de Rondonópoles (MT), Cristian Lages, que integra a força-tarefa da Polícia Federal criada para investigar a máfia das ambulâncias, considerou ?fantasiosas? as declarações de Neto, sobre R$ 15 milhões depositados na conta corrente dele da Caixa Econômica Federal de Brasília. Jamil é acusado, juntamente com o parlamentar, de recebimento de propina do empresário Luiz Antônio Vedoin, um dos principais envolvidos no caso. Ele afirmou que sacou e gastou todo o dinheiro, ressaltando que ?nem sei onde gastei?. Disse ter tentado devolver o dinheiro ao banco, mas não conseguiu e também não sabe quem fez o depósito, no dia 23 de junho de 2003. O delegado esclareceu que Jamil foi ouvido com colaborador, porque pode estar envolvido criminalmente com o caso.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.