Vereadores do PT defendem candidatura do partido à presidência da Câmara

Posição será apresentada para o prefeito eleito Fernando Haddad nesta quarta; José Américo e Arselino Tatto já se colocaram na disputa

Fernando Gallo, de O Estado de S. Paulo

06 de novembro de 2012 | 22h34

A atual bancada do PT na Câmara Municipal e a bancada eleita para a próxima legislatura vão levar ao prefeito eleito Fernando Haddad (PT) nesta quarta-feira, 7, a posição de que o partido deve ter um candidato à presidência do legislativo. Dois vereadores reeleitos, José Américo e Arselino Tatto, já se colocaram na disputa e fazem consultas aos colegas em busca de apoio.

Os vereadores dirão a Haddad que, embora entendam que a formação de um governo de coalizão pressuponha que a presidência possa ser negociada com outros partidos do bloco governista, o PT tem de trabalhar para viabilizar um nome.

"Defendo que a gente tenha um nome", afirmou Tatto. "Vamos conversar sobre isso com o Haddad".

A ideia de uma candidatura própria agrada Haddad e o coordenador político da transição, vereador Antônio Donato que, contudo, não descartam de todo a possibilidade de ceder a presidência para conseguir a formação de uma maioria. Ambos devem dar aval para que o partido busque apoios para a candidatura petista.

Na segunda-feira, 5, José Américo fez consultas a colegas de bancada sobre um eventual apoio a uma candidatura dele. Levou uma posição otimista a Donato na sede da transição. Porém, enfrenta a disposição de Tatto de ocupar o cargo que já ocupou por duas vezes. O Estado apurou que nesta terça-feira ele também procurou vereadores petistas e manifestou a disposição em concorrer, o que ele nega. "Não sondei ninguém. Isso é queimação".

Pesa contra Tatto a possibilidade da perda do mandato, já que o petista enfrenta uma batalha judicial e já sofreu condenações por falsificação de documento para fins eleitorais. Ele recorre.

Com a demarcação de posição, o PT tenta evitar que o prefeito Gilberto Kassab (PSD) consiga emplacar um aliado ou que o chamado centrão da Câmara consiga instalar um nome seu. No primeiro caso, o atual presidente, Police Neto, do mesmo PSD de Kassab, trabalha para se reeleger. No segundo, o grupo que durante muito tempo deu as cartas na Casa cogita lançar o senador e vereador reeleito Antônio Carlos Rodrigues (PR-SP). Carlinhos, porém, já avisou o presidente nacional do PT, Rui Falcão, que ficará no Senado. Com a tarefa de ocupar o vácuo que será deixado pela condenação do deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP), Carlinhos deverá deixar com o centrão a tarefa de tentar viabilizar outro nome.

Apesar da movimentação de José Américo e Tatto, os petistas não descartam de todo a possibilidade de construir ainda outro nome, mas por ora consideram a possibilidade remota.

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