Vereadores cassam prefeito de Rio Branco do Sul-PR

Johnson fraudou licitação. Ministério Público do Paraná e Justiça receberam outras duas denúncias

EVANDRO FADEL, Agencia Estado

28 de agosto de 2007 | 17h14

  A Câmara Municipal de Rio Branco do Sul, na região metropolitana de Curitiba, Paraná, cassou o mandato do prefeito Amauri Johnson (PSC), sob acusação de fraude em uma licitação para serviços de limpeza pública. A sessão que deliberou pela cassação, por 7 votos a 1, demorou cerca de 20 horas e só foi terminar durante a madrugada. Pela manhã, o vice Emerson Santos Stresser (DEM) assumiu o cargo. "Vou tentar fazer tudo direito, com diálogo, conversando com o povo, atendendo o povo", prometeu o novo prefeito. "Vamos ver os problemas e trabalhar."A comissão da Câmara iniciou os trabalhos em março e produziu um processo com 975 páginas. A acusação é que foram forjados documentos para simular uma licitação, quando, na verdade, apenas a empresa vencedora estaria na disputa. O Ministério Público do Paraná também apresentou denúncia no Tribunal de Justiça, mas ainda não foi analisada. Outra denúncia contra o prefeito, já recebida pela Justiça, trata de desvio de recursos na contratação de serviços para o transporte escolar.Ontem, em entrevista à Rádio Band News, o prefeito cassado declarou-se inocente, alegando que o julgamento era político. "Sou vítima da sanha cassatória de uma Câmara espúria, vítima da sanha cassatória que toma conta do País hoje", afirmou. Johnson, que ficou em segundo lugar nas eleições, assumiu o cargo em março de 2005 depois da cassação do mandato de Pedro Portes de Barros (PP), sob acusação de compra de votos. 

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