Vereadores cassados entram com recurso na Justiça

Dez dos 13 vereadores da Câmara Municipal de São Paulo que foram cassados e tornados inelegíveis por três anos entraram hoje com recurso suspensivo na Justiça Eleitoral. O prazo terminaria às 18 horas desta quinta-feira. A previsão é de que os recursos sejam analisados até amanhã pelo juiz eleitoral Aloisio Sérgio Rezende Silveira, que deve suspender a cassação de todos os parlamentares, como fez na terça-feira com os vereadores Abou Anni (PV), Adilson Amadeu (PTB) e Wadih Mutran (PP). O efeito suspensivo concedido pelo juiz é válido até o julgamento do processo pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP).

GUSTAVO URIBE, Agencia Estado

22 Outubro 2009 | 18h27

Os 13 parlamentares foram afastados do cargo no dia 19 de outubro por recebimento, nas eleições de 2008, de doações ilegais da Associação Imobiliária Brasileira (AIB). A entidade ganhou notoriedade na última eleição por figurar entre os maiores financiadoras de campanha - foram R$ 2,94 milhões a 26 candidatos vitoriosos da capital.

Uma investigação do Ministério Público Estadual, contudo, apontou que a AIB seria um braço do Secovi (sindicato das imobiliárias e administradoras). Em 2008, a AIB doou, no total, R$ 10,6 milhões a candidatos, comitês e diretórios de diversos partidos. Segundo o MP, a entidade não mostrou ter essa capacidade financeira.

Os dez vereadores que entraram com recurso na Justiça são: Adolfo Quintas Neto (PSDB), Carlos Alberto Apolinário (DEM), Carlos Alberto Bezerra Júnior (PSDB), Cláudio Roberto Barbosa de Souza (PSDB), Dalton Silvano do Amaral (PSDB), Domingos Odone Dissei (DEM), Gilson Almeida Barreto (PSDB), Marta Freire da Costa (DEM), Ricardo Teixeira (PSDB) e Ushitaro Kamia (DEM).

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.