Divulgação/Polícia Civil
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Vereadora é presa por suspeita de desviar alimentos e produtos de limpeza no RS

Segundo a delegada responsável pelo caso, Luciana Kubiaki (PSD) exercia cargo de secretária de Assistência Social da prefeitura de Guaíba até dezembro passado

Luciano Nagel, especial para O Estado, O Estado de S.Paulo

24 de janeiro de 2017 | 13h35

PORTO ALEGRE - Uma vereadora de Guaíba, na região metropolitana de Porto Alegre, foi presa na segunda-feira, 23, por suspeita de peculato - desvio de bens públicos. Luciana Kubiaki (PSD) foi detida no momento em que saía de casa para trabalhar. 

De acordo com a delegada responsável pela investigação, Sabrina Dóris Teixeira, a vereadora exercia, até dezembro passado, o cargo de secretária de Assistência Social da prefeitura de Guaíba. "No início de janeiro, após ela ser empossada como vereadora no município, cumprimos mandados de busca e apreensão na residência dela. Apreendemos uma grande quantidade de alimentos, como cerca de 200 kg de carne, caixas de leite além de produtos de limpeza e higiene", afirmou ao Estado a delegada Sabrina Dóris Teixeira.

Segundo a Polícia Civil,  os produtos apreendidos com a vereadora deveriam ser destinados a pelo menos três abrigos de acolhimento institucional da cidade, mas eram desviados e escondidos na residência da parlamentar. "Os produtos são procedentes da prefeitura e agora estamos tentando descobrir qual seria o destino desta mercadoria que estava na residência dela", acrescentou a delegada, que deve concluir o inquérito policial na próxima semana. 

Defesa. O advogado da vereadora, José Haussen Pereira Júnior, disse por telefone, que pretende dar entrada com um pedido de habeas corpus. "Vou primeiro pedir a liberdade da minha cliente que está detida no presídio feminino em Guaíba", declarou. Segundo o advogado, as mercadorias encontradas na casa da vereadora foram compradas por ela e pelo marido. "O casal é proprietário de uma pousada ao lado da casa onde reside e por isso estocava os alimentos, entre outros bens, na residência onde vive, como medo que pudesse ser furtado pelos hóspedes", afirmou.

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