Vereadora de Ponta Grossa, interior do Paraná, é encontrada

Ana Maria Branco de Holleben (PT) desapareceu minutos depois de deixar sua mãe em casa logo após a cerimônia de posse na câmara de vereadores

Julio Cesar Lima, ESPECIAL/ESTADÃO

02 de janeiro de 2013 | 19h54

Curitiba  - A vereadora Ana Maria Branco de Holleben (PT), que desapareceu minutos depois de deixar sua mãe em casa logo após a cerimônia de posse na câmara de vereadores de Ponta Grossa (110 quilômetros de Curitiba), no final da tarde de terça-feira, 1º, foi encontrada às 18 horas da quarta-feira, 02, e levada à Santa Casa de Ponta Grossa e posteriormente ao Hospital Regional. Até as 19 horas a polícia ainda não divulgado as condições em que Ana foi encontrada.

O assessor Idalécio Gouveia, considerado de confiança pela vereadora, continua preso juntamente com o irmão e a esposa desde a manhã como suspeitos do atentado. Antes da prisão, Idalécio chegou a prestar depoimento, pois atuava como motorista de Ana no momento do suposto ataque.

O Grupo Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre) chegou de Curitiba e assumiu o comando das investigações. Entre as hipóteses investigadas está a de que a vereadora tenha sido vítima de um sequestro. A polícia não informou o motivo pelo qual o assessor foi preso.

A vereadora reeleita Ana Maria é prima do deputado estadual Péricles de Mello (PT), candidato derrotado à Prefeitura e que em uma entrevista à Rádio Santana, disse que também recebeu um telefonema com ameaças. "Ligaram na minha casa, minha filha atendeu e desligaram. Depois ligaram de novo e eu atendi. Falaram: O que aconteceu com a sua prima viria a acontecer com você, seu vagabundo", contou.

O delegado Maurício Souza da Luz, da 13ª Subdivisão Policial, informou que o motorista e o filho dela foram ouvidos. O assessor contou que o veículo Audi em que estavam foi abordado por quatro pessoas, sendo que uma delas esvaziou os pneus, depois a raptaram e a colocaram dentro de um carro Gol branco sem placas. O fato ocorreu na Avenida Visconde Taunay, próximo a um parque.

Por conta do suposto sequestro de Ana Maria, a Câmara de Vereadores de Ponta Grossa adiou as sessões de terça à noite e quarta pela manhã, que serviriam para a escolha do presidente do Legislativo.

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