Vereador Ota defende ação da GCM junto à PM em SP

Em entrevista à TV Estadão, nesta terça-feira, 23, o vereador eleito Masataka Ota (PSB), defendeu a ação da Guarda Civil Metropolitana (GCM) junto à Polícia Militar (PM) e o aumento da vigilância nas ruas. O vereador também prometeu que irá trabalhar junto com a "bancada da segurança".

CRISTIANE SALGADO NUNES, Agência Estado

23 de outubro de 2012 | 22h45

Ota afirmou que se candidatou focado "nas crianças" e irá apoiar a implementação de tempo integral nas escolas públicas e a construção de mais creches.

O vereador declarou seu apoio ao candidato do PT, Fernando Haddad, e contou que o conhece desde que ele era jovem, quando trabalhava no comércio da Rua 25 de Março. "Eu tinha uma loja e comprava tecidos do pai dele. Haddad era quem anotava todos os pedidos".

Questionado sobre a influência do mensalão na eleição de Haddad, Ota disse acreditar que o julgamento não irá interferir na disputa. "Já estamos na reta final, Haddad está praticamente eleito com 12 pontos a frente do Serra". O vereador ainda defendeu a prisão dos condenados no processo como "exemplo aos outros que praticam corrupção".

Ota avaliou como positiva a gestão do prefeito Gilberto Kassab (PSD) e elogiou o projeto Cidade Limpa. "Não dá para fazer 100%, mas vejo que ele foi um bom prefeito", ponderou.

Sobre a ação da polícia na Cracolândia, o vereador afirmou que os usuários de crack apenas se "esparramaram" pela cidade e argumentou que é preciso ter tratamento aos viciados.

Tratando sobre o caso do assassinato da jovem Caroline Silva Lee, de 15 anos, durante um assalto em Higienópolis, na madrugada do último domingo, 21, Ota defendeu o endurecimento do Código Penal. "Se ele forem condenados a 2 anos, vão ficar no máximo 6 meses", disse.

Ives Ota. Vestindo uma camiseta com a foto de seu filho Ives, assassinado em agosto de 1997, aos 8 anos, Ota contou que perdoou o criminoso responsável e, após conversar com o assassino na cadeia, constatou que ele estava arrependido. "Quando a gente perde um filho, a primeira coisa que vem é o ódio, mas eu não estava mais conseguindo viver assim".

Ota disse que sua esposa, a deputada federal Keiko Ota (PSB), também usa a camiseta ao subir no plenário em Brasília e atua pelo fim da impunidade e por penas mais rígidas para crimes contra a vida.

A série da TV Estadão vai entrevistar dez dos novos vereadores com maior número de votos de cada partido. O mais votado, Roberto Tripoli (PV), recusou o convite. Ricardo Young, mais votado pelo PPS, também foi convidado, mas não vai participar por estar fora de São Paulo. Já foram entrevistados Andrea Matarazzo (PSDB), Conte Lopes (PTB), Nabil Bonduki (PT), Ari Friedenbach (PPS) e Mario Covas Neto (PSDB).

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