Vereador e filho são presos acusados de mandar matar sem-terra

O vereador Paulo Rosa da Silva (PFL) e seu filho, Paulo Silva Júnior, foram presos neste domingo por policiais civis de Marabá acusados de mandar matar, em novembro, Domingos Santos da Silva, o Domingão, líder de agricultores sem terra que haviam invadido a Fazenda Mineiro, em Itupiranga, no sul do Pará.A vítima foi atingida por cinco tiros à queima-roupa em frente à casa em que residia naquela cidade. O autor do crime, um pistoleiro, continua foragido. Policial militar reformado, Domingão era ligado à Federação dos Trabalhadores Rurais na Agricultura (Fetagri). A entidade pressiona para que o crime seja esclarecido e discorda do resultado das primeiras investigações da polícia, que apontariam para uma suposta vinculação entre o agricultor e seus algozes. O delegado André Albuquerque disse que a prisão de pai e filho foi decretada pela justiça de Itupiranga na sexta-feira. A dupla andava por uma rua de Itupiranga, no momento em que recebeu voz de prisão dos policiais civis. O vereador está respondendo a outro processo por homicídio e tem, inclusive, julgamento marcado.A polícia trabalha com duas hipóteses para o assassinato de Domingão. A primeira, seria a disputa pela posse da fazenda. O vereador tinha interesse na propriedade rural do pecuarista Aurélio Anastácio de Oliveira. O delegado apurou que mesmo depois da reintegração de posse autorizada pela Justiça, em julho do ano passado, os sem-terra continuavam no local, o que gerava conflitos com funcionários da fazenda. O outro motivo para o crime de encomenda seria queima de arquivo.

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