Vereador de Magé-RJ será julgado por triplo homicídio

O vereador da cidade de Magé Genivaldo Ferreira Nogueira, conhecido como "Batata", será levado a júri popular por triplo homicídio. O parlamentar apontado pela policia como o mandante do assassinato do também vereador Alexandre Augusto Pereira Alcântara, morto a tiros em 16 de janeiro de 2002, após emboscada na Estrada Rio-Magé. A decisão é do juiz Daniel Vianna Vargas, da Vara Criminal da cidade da região metropolitana do Rio de Janeiro.

AE, Agência Estado

04 de agosto de 2010 | 14h33

Segundo informações do Tribunal de Justiça do Rio, no momento do crime a vítima estava num carro acompanhada de sua mãe, Edilia Rodrigues Pereira de Alcântara, e do motorista Arnaldo de Souza Santos, que também foram mortos. Para o Ministério Público, o assassinato teria sido praticado por vingança política (motivo torpe) porque à época Batata era presidente da Câmara de Vereadores de Magé e adversário político de Alexandre.

O MP alega também que era de conhecimento de todos que a vítima possuía como objetivo realizar uma reforma administrativa na Câmara para reduzir os poderes concentrados nas mãos do presidente da Casa. Além disso, Alcântara elaborava um dossiê a respeito de supostas irregularidades ocorridas na administração do acusado.

De acordo com a denúncia, o triplo homicídio foi cometido com impossibilidade de defesa das vítimas, já que os criminosos perseguiram o veículo, efetuando diversos disparos, sem que eles tivessem a oportunidade de deixar o automóvel. O juiz decidiu que Batata poderá recorrer em liberdade, já que existe decisão superior neste sentido. O julgamento do vereador ainda não tem data prevista para ser realizado.

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