Vereador dá atestado ginecológico e tem prisão ordenada

Paganine Nobre Mota Júnior é acusado de tentativa de homicídio, porte ilegal de arma e crimes eleitorais

TIAGO DÉCIMO, Agencia Estado

01 de julho de 2008 | 20h15

A Justiça determinou a prisão do vereador Paganine Nobre Mota Júnior (PMDB), de Juazeiro (BA), a 500 quilômetros a noroeste de Salvador, por ter apresentado um atestado médico de um ginecologista ao faltar nesta terça-feira, 1,  a uma audiência judicial, alegando depressão. Mota Júnior está foragido. Ele é acusado de tentativa de homicídio, porte ilegal de arma - uma pistola de uso exclusivo das Forças Armadas - e crimes eleitorais.A Justiça não aceitou o atestado. "Só se for depressão pós-parto", disse, irritado, o promotor Rildo Mendes. O médico ginecologista Elias Alves confirmou ter feito o documento a pedido do vereador do PMDB de Juazeiro, afirmando ser amigo da família dele há muitos anos. Alves negou, contudo, ter sido informado de que a certidão seria apresentada para justificar a ausência na audiência.

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