Verbas federais para o Maranhão cresceram 172%

O Maranhão foi o Estado nordestino cujas verbas oriundas do governo federal repassadas por transferências constitucionais mais cresceram proporcionalmente de 1988 a 2001: 172%, acima da média de 153% da região, segundo números do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os dados desmentem afirmações da governadora maranhense e pré-candidata do PFL à Presidência, Roseana Sarney, que na véspera dissera que a transferência federal para os maranhenses era ?das menores?. Em cifras absolutas, o Estado foi o terceiro do Nordeste em dinheiro de Brasília. Mesmo na comparação com Estados fora do Nordeste, de acordo com o trabalho ?Termômetros Fiscais? do BNDES, o Maranhão aparece bem colocado no recebimento de transferências da União. Se perde para SãoPaulo e Minas Gerais, o Maranhão, em números absolutos, vence, por exemplo, o Rio de Janeiro. No ano passado, por exemplo, os maranhenses receberam do governo federal mais de 2,2 bilhões; os fluminenses, R$ 1,153 bilhão. O resultado foi semelhante desde 1997: nesse período, e acada ano, o Rio de Janeiro recebeu da União menos que o Maranhão, de acordo com o acompanhamento do banco, que é feito mês a mês.Segundo os números, o Maranhão, em 1988, recebeu do governo federal R$ 842 milhões contra os R$ 2,2 bilhões do ano passado. O aumento médio anual foi de 8%. Os dados são idênticos ao do total do Brasil. Emsegundo lugar em termos proporcionais, mas primeiro em números absolutos, ficou a Bahia: 158%, com um pulo de R$ 1,4 bilhão para R$ 3,8 bilhões. O aumento anual foi de 7,6%. Segundo colocado em termosabsolutos, o Ceará viu crescerem 150% suas verbas federais: foram R$ 934,7 milhões em 1988, contra R$ 2,33 bilhões no ano passado - 7,3% ao ano. Em último lugar na região ficou a Paraíba, com 140%.O Estado que teve menor crescimento de verbas federais no período foi Goiás, com 94% e média anual de 5,2%. De R$ 645 milhões no início da série histórica, o Estado recebeu, em 2001, R$ 1,25 bilhões. O penúltimo foi o Rio de Janeiro, com 125%, de R$ 511 milhões para R$ 1,153 bilhão.Também na comparação per capita a situação maranhense não confirma a reclamação da governadora, que citou a suposta falta de verba federalno Estado na entrevista em que tentou desvincular sua campanha à Presidência dos péssimos indicadores sociais do Maranhão. O acompanhamento mostra que, por habitante, as verbas dos maranhenses cresceram 122% de 1988 a 2001, de R$ 180,05 para R$ 400,17. O índiceficou próximo da média do Nordeste (111%) e do Brasil (120%). No caso do Rio, o aumento foi 92%, de R$ 41,29 para R$ 79,21; no de Minas Gerais, 104%, de R$ 107,50 para R$ 219,83.Os números do BNDES são em reais de dezembro de 2001 e foram deflacionados mensalmente pelo IGP-DI. As transferências examinadas incluem o Fundo de Participação dos Estados, Fundo de Participação dosMunicípios, FPEX (10% do IPI), o Seguro-Receita do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços e o Fundo de Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef). Não estão incluídos na conta recursos do Sistema Único de Saúde e de convênios.

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