Verba não impede abril vermelho, avisa Stédile

O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra João Pedro Stédile elogiou hoje a liberação de R$ 1,7 bilhão para a reforma agrária anunciada na véspera pelo governo, mas afirmou que a verba não muda a disposição do MST de promover um ?abril vermelho?, embora desse novo sentido à expressão. Ele afirmou ter dito que haveria no País um mês de mobilizações ? de estudantes, de servidores públicos, de sem-terra ? e não de ocupações, como se cogitou após suas declarações, e essa movimentação será mantida. Stédile disse ainda que suas declarações sobre o assunto, em Campo Grande (MS) foram ?mal-interpretadas?, e acusou a imprensa de criar ?factóides? sobre a crise. ?Nunca falei que iam ser ocupações, estou dizendo que vão ser mobilizações?, disse ele, que afirmou que as manifestações não serão contra o governo. ?Em muitos Estados, vão fazer acampamentos, vão fazer passeatas. Apesar de dizer que as manifestações serão mantidas, Stédile afirmou que os sem-terra ficaram satisfeitos com a liberação das verbas, porque, segundo ele, demonstra boa vontade do governo, mas destacou que a reforma agrária é um conjunto de medidas. ?Não pode ser apenas pontualizada, em dar mais dinheiro, em desapropria tal fazenda?, defendeu. ?É preciso que o governo assuma a reforma agrária como uma prioridade de todo o governo, não só do Incra, e que coloque a reforma agrária como o centro das medidas para resolver o problema do desemprego.?

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