Venezuelano dirá que falta de papel ameaça 30 jornais

De todos os 25 relatórios a serem lidos e debatidos na reunião da SIP, o da Venezuela é, talvez, o mais dramático. "Pelo menos 30 veículos impressos estão afetados pela escassez de papel e pelo menos 12 deixaram de circular, temporária ou definitivamente", diz o texto sobre o país. Esse quadro se deve à criação, pelo governo, de uma comissão ligada à Presidência da República que se encarrega de importar e revender, de forma discricionária, os volumes de papel solicitados.

O Estado de S.Paulo

19 de outubro de 2014 | 03h01

Pelo menos outros 34 jornais ou revistas enfrentam grandes dificuldades para continuar suas operações e alguns já reduziram bastante sua quantidade de páginas. "Os jornalistas", prossegue o texto, "vivem expostos a uma situação de insegurança crescente". São lembrados os protestos de fevereiro, quando, em vários dias, morreram 31 pessoas e houve 40 casos de tortura documentados, além de mais de 2 mil jovens detidos. Em setembro, o presidente Nicolás Maduro ameaçou em cadeia nacional 11 veículos - alguns do exterior, como BBC, CNN e ABC - com ações legais, acusando-os de "promover uma guerra psicológica" contra o governo. / G.M.

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