Venezuela conquista saldo positivo em reunião

A presidente Dilma Rousseff teve um encontro de cinco horas ontem com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez. No final, vários acordos foram assinados. Em praticamente todos eles, o Brasil cede e a Venezuela ganha. São cooperações técnicas na área de habitação, de agricultura, entre outros.

LISANDRA PARAGUASSU, ENVIADA ESPECIAL, Agência Estado

02 de dezembro de 2011 | 15h56

O governo brasileiro, no entanto, ganhou dois contratos. Um para Odebrecht, na exploração de petróleo no Orinoco, e outro para a Queiroz Galvão, na construção de uma hidrelétrica. Também foi assinado ontem à noite um acordo de negociação para a compra de 20 aviões 190-AR da Embraer para a estatal venezuelana Conviasa. O acordo prevê apenas a "continuação das conversas" sobre o negócio, mas a expectativa é de que um acordo seja fechado nos próximos dois meses. Se for confirmado o contrato, a operação deverá ter financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

"O presidente Chávez fez o anúncio do interesse do governo venezuelano durante sua visita ao Brasil. Ontem foi materializado esse interesse", afirmou o embaixador do Brasil na Venezuela, José Antônio Marcondes de Carvalho. A intenção da Conviasa é renovar a frota, atualmente de aviões muito antigos, nas sua maioria de empresas americanas. A empresa faz praticamente toda a aviação regional da Venezuela. Os valores, no entanto, ainda não estão fechados. "Depende muito da configuração das aeronaves", explicou Carvalho.

No encontro de ontem, extremamente longo, Dilma e Chávez falaram muito do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do aumento da participação brasileira em negócios na Venezuela. Hoje, Dilma se reúne pela primeira vez com o presidente da Bolívia, Evo Morales. Depois, tem outro encontro com a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, o terceiro do ano. A abertura oficial da I Cúpula da Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac) ocorre na tarde de hoje.

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