Velório de Celso Pitta reúne Agnaldo Timóteo e Naji Nahas

Cerca de 600 pessoas compareceram no velório do ex-prefeito de SP, que faleceu nesta sexta-feira de câncer

Rodrigo Petry, da Agência Estado,

21 de novembro de 2009 | 16h51

Cantor e vereador Agnaldo Timóteo (PR-SP), de frente para o caixão com o corpo de Pitta  

 

SÃO PAULO - Cerca de 600 pessoas foram neste sábado ao velório do corpo do economista e ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta, no saguão da Assembleia Legislativa de São Paulo, na zona sul da capital paulista. Mais próximo ao caixão, estiveram a mãe de Pitta, dona Zuleica, de 89 anos, a viúva, Rony Golabecke, os filhos Vítor e Roberta Pitta. Celso Pitta também foi casado com Nicéa Camargo, de quem se separou em 1999 e enfrentou desavenças. Nicéa não compareceu ao velório nem o ex-prefeito Paulo Maluf, de quem Pitta foi apadrinhado. Maluf enviou um telegrama de condolências à família Pitta e disse estar fora de São Paulo.

 

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Durante o velório, o cantor e vereador Agnaldo Timóteo (PR-SP), de frente para o caixão com o corpo de Pitta, declarou: "Desculpa por não tê-lo defendido da maneira que merecia". Timóteo lembrou que Pitta morreu no Dia da Consciência Negra e questionou: "Onde estão os negros que deveriam ter lutado por Pitta?"

 

O deputado estadual Antonio Salim Curiati (PP-SP), ex-secretário para Assuntos Comunitários na gestão de Celso Pitta na Prefeitura de São Paulo, disse que o ex-prefeito não teve sorte com a ex-mulher e enfrentou muitas desavenças que tumultuaram sua vida.

 

O deputado federal Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) afirmou que "o tempo vai demonstrar que o Pitta foi muito injustiçado". Segundo ele, a sociedade paulista não aceitou que um negro assumisse a Prefeitura de São Paulo.

 

O investidor Naji Nahas também foi ao velório de Pitta, mas evitou a imprensa e não deu declarações. Pitta foi preso em julho do ano passado durante a Operação Satiagraha, da Polícia Federal, acusado de suposto envolvimento em crimes financeiros, assim como Daniel Dantas e Naji Nahas. Todos foram libertados alguns dias depois. Segundo a PF, Pitta era sócio de Nahas e mantinha contas no exterior com dinheiro desviado de obras públicas durante seu mandato. Depois, esse dinheiro voltava para o Brasil por meio de doleiros. A defesa do ex-prefeito negou que ele tenha cometido qualquer um dos crimes.

 

O enterro do corpo de Pitta está previsto para as 17 horas deste sábado, no cemitério Getsêmani, no Morumbi. Pitta morreu ontem à noite, aos 63 anos, no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Ele estava internado desde 3 de novembro e tinha câncer no intestino. Celso Pitta esteve à frente da Prefeitura de São Paulo de janeiro de 1997 a dezembro de 2000. O cortejo fúnebre saiu da Assembleia Legislativa em direção ao cemitério pouco depois das 16 horas.

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