Veja por que a decisão da Prefeitura de SP não é calote

A consultoria Tendências explicou a seus assinantes, em nota na Broadcast, da Agência Estado, por que a decisão da Prefeitura de São Paulo de não pagar uma parcela da dívida à União que vence este mês não é calote. Segundo a explicação de Julio Callegari, da Tendências, o acordo de renegociação da dívida da cidade se São Paulo previa, assim como o acordo da União com os Estados, um estímulo a uma amortização extraordinária de cerca de 20% do estoque renegociado. O estímulo referia-se à manutenção da taxa de juro incidente sobre a dívida em 6% além do IGP-DI, que, no caso do não-pagamento de amortização extraordinária, seria elevado para 9% além do IGP-DI.O fato de a Prefeitura não efetuar essa amortização extraordinária não significa um descumprimento das regras básicas do acordo com a União, explica a consultoria. ?Significa apenas que a cidade não irá se beneficiar de uma taxa de juro mais baixa no futuro, o que deve resultar em maiores dificuldades para a administração da dívida e eventualmente maior pressão para uma flexibilização efetiva do acordo. O Estado de São Paulo, por exemplo efetuou o pagamento extraordinário - com a privatização do Banespa - e pôde se beneficiar da taxa de juros mais baixa.?O consultor prossegue: ?Deve-se notar que representantes da Prefeitura já haviam dito no passado que não conseguiriam obter os recursos com a vendas de ativos. Portanto, a declaração da Prefeitura de São Paulo não chega a ser uma surpresa e definitivamente não representa um calote, pois não altera as regras do acordo.?

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