Veja os processos judiciais que envolvem o deputado Paulo Maluf

Ações referem-se a casos ocorridos nas últimas três décadas

05 Novembro 2013 | 09h49

ANO: 1981

CASO: Maluf é condenado a devolver o dinheiro de 25 fuscas que havia comprado para presentear cada jogador da Seleção Brasileira de Futebol após a vitória na Copa do México nos anos 1970. A doação dos carros rende a Maluf um longo processo judicial.

QUE FIM DEU: Obrigado a devolver o dinheiro em 1974, Maluf recorre. É condenado em maio de 1981 pelo STF, que considera que a doação dos fuscas não era requisito de interesse social para ser bancada pelos cofres públicos. O então governador deposita o dinheiro, mas em 1983 recorre novamente. Em 2006, ganha o processos dos fuscas.

ANO: 2003

CASO: O Superior Tribunal de Justiça condena Maluf, junto com a Prefeitura de São Paulo e a TV Globo, por contratar a emissora sem licitação para transmitir a Maratona de SP em 1995. O ex-prefeito é obrigado a restituir aos cofres públicos o valor de R$1,2 milhão, dinheiro gasto com a contratação na época.

QUE FIM DEU: O político entrou com recursos, mas foram rejeitados pelo Superior Tribunal de Justiça em 2006. Assim, continua valendo o julgamento realizado em 2003, que já havia confirmado a condenação de Maluf.

ANO: 2007

CASO: Maluf é condenado a pagar à Secretaria de Fazenda de São Paulo R$ 716 milhões no caso do consórcio Paulipetro, processo em andamento desde 1980. A empresa firmou contrato com a Petrobrás para extrair petróleo e gás na bacia do rio Paraná, quando foram perfurados 69 poços. Nenhuma jazida economicamente viável foi encontrada.

QUE FIM DEU: Paulo Maluf ainda não restituiu a quantia. O caso está em trânsito na primeira seção do Supremo Tribunal Federal, sob relatoria do ministro Arnaldo Esteves Lima. O valor da condenação de todos os réus do processo soma cerca de R$ 4 bilhões.

ANO: 2010

CASO: Maluf é condenado em abril por compra superfaturada de frangos feita quando era prefeito de São Paulo (1993 - 1996). O caso ocorreu em 1996 e ficou conhecido como "frangogate". A condenação obriga Maluf a ressarcir o erário em mais de R$ 21 mil, valor do prejuízo à municipalidade.

QUE FIM DEU: O Tribunal de Justiça de São Paulo absolveu Paulo Maluf da acusação de improbidade administrativa. Maluf havia sido enquadrado pelo Tribunal Regional Eleitoral na Lei da Ficha Limpa. Ele foi reeleito deputado federal em outubro do mesmo ano.

ANO: 2012

CASO: Maluf é condenado na 3ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, relativo ao prejuízo causado em operações de venda e compra de Letras Financeiras do Tesouro Municipal (LFTMs) em 1994 e 1995. O caso foi levado à Justiça em ação popular de 1996, subscrita por um grupo de vereadores do PT que, à época, fazia oposição a Maluf.

QUE FIM DEU: A Justiça determinou que Maluf devolvesse R$ 21,3 milhões aos cofres públicos.

ANO: 2012

CASO: As empresas Kildare e Durant, controladas pelos Maluf, são condenadas em Jersey por "fraude em ampla escala". Entre 1993 e 1996, quando prefeito de São Paulo, Maluf é acusado de desviar dinheiro de obras viárias, como a avenida Água Espraiada. Em 2005, durante o processo, ele e o filho Flávio ficam presos por 41 dias, na Polícia Federal, por suspeita de coação de testemunhas.

QUE FIM DEU: A Corte da Ilha de Jersey repassou 1,45 milhão de libras (cerca de R$ 4,5 milhões) das empresas da família Maluf para o município de São Paulo. O valor é uma parte dos US$ 28,3 milhões - cifra atualizada com juros e correções, além de multas - que a Corte mandou ser devolvido à capital paulista.

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