Veja o que Lula já falou na Assembléia Geral da ONU

Desde que assumiu a presidência em 2003, Luiz Inácio Lula da Silva participou três vezes da Assembléia Geral das Nações Unidas. Lula foi o quinto presidente brasileiro a discursar na ONU. Antes dele, somente os presidentes João Figueiredo, José Sarney, Fernando Collor e Fernando Henrique Cardoso haviam participado.  Veja a íntegra dos discursos de Lula na ONU: Primeiro discurso: 'Erradicar a fome é um imperativo moral e político'  Segundo discurso: 'Só os valores do Humanismo podem deter a barbárie'  Terceiro discurso: Para não globalizar a guerra, 'é preciso globalizar a justiça'   Em sua estréia, já no primeiro ano de mandato, Lula defendeu a criação de um comitê mundial contra a fome. Em outros pontos centrais de seu discurso, Lula afirmou que o Brasil, na condição de economia em desenvolvimento, estava pronto a assumir um posto permanente no Conselho de Segurança. Por fim, manifestou as esperanças do governo brasileiro em relação à transferência da soberania do Iraque a seu povo. Lula retornaria a falar na ONU no ano seguinte, na abertura da 59.ª Assembléia-Geral. Em discurso vigoroso, o presidente insistiu que o caminho da paz exige a reforma do modelo de desenvolvimento global e dos organismos internacionais. Nos 17 minutos de fala, ainda houve tempo para críticas à rigidez do Fundo Monetário Internacional (FMI) e à violência. "A humanidade está perdendo a batalha pela paz", constatou o presidente.  Em sua última participação, em 2006, novamente abrindo a Assembléia-Geral, Lula elevou o tom das cobranças aos países ricos, especialmente aos Estados Unidos. O presidente criticou a falta de "determinação política" dos países desenvolvidos para derrotar o terrorismo, construir o caminho da paz e combater a fome. Disse ainda que, se a Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC) não for destravada, com o fim dos milionários subsídios agrícolas que punem os mais pobres, o mundo estará condenado a guerras. A Rodada de Doha foi lançada em 2001 e deveria ser concluída no final de 2006. O objetivo é aprofundar a liberalização comercial de agricultura, indústria e serviços. Os principais beneficiados seriam os países em desenvolvimento. Suas negociações foram suspensas no final do ano passado pelo fracasso dos grandes parceiros comerciais (Brasil, Estados Unidos, União Européia, Índia, Japão e Austrália) em chegar a acordos sobre a redução de subsídios agrícolas e tarifas industriais.   

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