Veja o que dizem as empresas investigadas pelo Cade por cartel

Como revelou o Estado nesta quinta-feira, 20, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgão vinculado ao Ministério da Justiça,  abriu processo contra 18 empresas por formação de cartel no setor metroferroviário no Brasil. Veja o que dizem as empresas acusadas :

O Estado de S. Paulo

20 Março 2014 | 19h05

Bombardier:  A empresa diz que está avaliando o processo administrativo instaurado pelo Cade e vai apresentar sua defesa. A companhia afirma ainda que "segue os mais altos padrões éticos em todos os países onde atua e tem confiança de que seus funcionários agem de acordo com as leis e o código de ética da empresa. A Bombardier sempre colaborou e continuará colaborando com as investigações."

Tejofran: A companhia afirmou que deve se manifestar após a análise dos termos do processoe que, por enquanto, "assegura que o exame da formação de seus preços demonstrará seu caráter competitivo."

MGE: Afirmou que não fará comentários sobre o episódio e que "continua cooperando com as autoridades."

Caterpillar Brasil: Citada no relatório do Cade, a companhia afirma que não opera no setor ferroviário e que está revisando o documento do Cade para "compreender as alegações".

Metrô e CPTM:  Por meio de nota, a Secretaria dos Transportes Metropolitanos de São Paulo informou que as duas companhias "estão colaborando com todos os órgãos que investigam as denúncias sobre formação de cartel por parte de empresas que participaram de licitações." Além disso, as duas empresas instauraram processos administrativos para declarar inidôneas a Siemens e demais empresas suspeitas de formação de cartel, em conformidade com a Lei das Licitações (Lei 8.666). "Em paralelo, a PGE (Procuradoria Geral do Estado) já ingressou com ação judicial de indenização contra as empresas para exigir ressarcimento em relação às licitações de contratos que a empresa, no mesmo acordo de leniência, confessou ter praticado cartel.", afirma a nota.

Secretaria Estadual de Transportes do Rio de Janeiro:  O órgão informou que o consórcio vencedor da licitação  para a compra de 60 trens para o Rio de Janeiro - CMC-CNR-CRC - que aparece na denúncia do Cade, apresentou o menor preço entre as cinco empresas participantes "oferecendo um valor 51% mais baixo do que a quinta colocada. Além do baixo custo (reconhecido pelo Banco Mundial como o mais barato já apresentado na América Latina), o grupo chinês se destacou pela expertise, tendo vencido licitação em 2009, quando forneceu ao Rio de Janeiro outros 30 novos trens."

Por meio de nota, o consórcio afirmou ainda que "nunca houve qualquer relação entre o Consorcio CMC-CNR vencedor das duas ultimas licitações de trens para o Rio de Janeiro,licitações estas do Banco Mundial,com nenhuma empresa brasileira ou estrangeira com sede no Brasil."

Mitsui: Afirmou que tem conhecimento do processo, está contribuindo com as investigações e que, portanto, não comentará o caso

Siemens:  A empresa diz que tem colaborado com o Cade e com outras autoridades nas investigações e afirmou ainda que "tem uma postura de tolerância zero contra qualquer tipo de conduta ilegal. Portanto, como autora das denúncias, a Siemens, no ano passado, compartilhou proativamente com o CADE as suas suspeitas referentes a más práticas nos setores de trem e Metrô. A Siemens acredita que as investigações em curso devem resultar em um ambiente de negócios mais ético e transparente no Brasil." 

Alstom: Informou que não foi notificada da decisão do Cade e que "teve conhecimento do tema por meio da imprensa." A empresa disse ainda que "ira prestar os devidos esclarecimentos as autoridades assim que tiver acesso a todos os documentos do processo."

Metrô DF:  A empresa informou que vai aguardar a conclusão do inquérito para se pronunciar sobre a existência de cartel e que "caso fique comprovado prejuízo ao erário, esta Companhia tomará todas as providências necessárias para buscar o ressarcimento."A companhia também afirmou que está à disposição do Cade para qualquer esclarecimento.

CBTU: Em nota, a estatal disse que ainda não foi notificada da decisão do Cade e que tomou conhecimento do processo por meio da imprensa. A companhia alegou ainda que "desconhece qualquer prática de irregularidade por parte das empresas que participaram da licitação deflagrada no âmbito da CBTU." Por fim, a empresa declarou que "não medirá esforços em colaborar com os Órgãos de Controle e Fiscalização e reitera o seu compromisso, mantido nesses 30 anos de existência, em oferecer um sistema de transporte de qualidade que atenda as necessidades da população."

Trensurb: A companhia alega não ter conhecimento das irregularidades apontadas pelo Cade e que, portanto, "não tem condições de se pronunciar a respeito."

 

 

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