Alan Santos|AFP
Alan Santos|AFP

Veja assessores e ministros do presidente Michel Temer que já foram presos

Em menos de dois anos de governo, o emedebista já teve cinco assessores, ministros e até amigos próximos presos

O Estado de S.Paulo

30 de março de 2018 | 05h00

Dentre as 13 prisões decretadas nesta quinta-feira, 29, pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso, no âmbito da investigação que apura favorecimento a empresas do setor portuário a partir de um decreto do governo assinado em maio do ano passado, uma delas foi de um ex-assessor presidencial de Michel Temer. José Yunes, amigo próximo do emedebista, soma à lista de mais quatro ministros e assessores que já foram presos neste governo.

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Há ainda o assessor especial da Presidência, ex-deputado Sandro Mabel, que não foi preso, mas anunciou saída do governo após ser citado em delações da Odebrecht.

Relembre os outros casos:

1) Henrique Eduardo Alves (Agosto/2016)

Citado em delação do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, Henrique Eduardo Alves, então ministro do Turismo, pede demissão; Ele está preso desde junho de 2017 após operação da PF.

2) Geddel Vieira Lima (Novembro/2016)

Após polêmica envolvendo a construção de um prédio em Salvador, Geddel pede demissão da Secretaria de Governo. Está preso desde setembro de 2017, após descoberta do bunker com R$ 51 milhões.

3) José Yunes (Dezembro/2016)

Assessor especial da Presidência e amigo pessoal de Michel Temer, José Yunes pede demissão do cargo após ser citado em delação da Odebrecht. Foi preso ontem na Operação Skala que investiga o Decreto dos Portos.

4) Tadeu Filippelli (Maio/2017)

Assessor especial da Presidência, Filippelli é preso em operação da PF que investigava desvios nas obras do Estádio Mané Garrincha, em Brasília. Foi solto no mesmo mês.

5) Rodrigo Rocha Loures (Junho/2017)

Ex-assessor especial do presidente Michel Temer e ex-deputado é preso após ser gravado pelo empresário Joesley Batista, da J&F. É Loures quem aparece correndo com uma mala com R$ 500 mil em São Paulo. Foi solto em julho de 2017, mas virou réu por corrupção passiva.

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