Vazar dados é 'coisa do passado' na PF, afirma Tarso

Presidente do STF criticou a PF dizendo que vazamento de informações sigilosas é 'coisa de gângster'

Agência Brasil,

02 de julho de 2008 | 12h55

O ministro da Justiça, Tarso Genro, respondeu às críticas do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, à Polícia Federal. Mendes disse na última terça-feira, 1º, que o vazamento de informações sigilosas é "coisa de gângster". Tarso condena a prática e disse que isso é "coisa do passado". "Se houve algum vazamento no passado, isso foi feito por alguma pessoa absolutamente irresponsável e que tem um comportamento reprovável. Coisa de gângster mesmo", disse em São Paulo, na noite da última terça.  Veja também:Mendes pede punição a abusos de autoridade De acordo com o ministro da Justiça, normalmente as informações sobre os processos vazam depois que ele sai do âmbito da PF e é tornado público. "Depois que o processo se torna público na Justiça, que os advogados têm acesso, aí ninguém pode impedir de divulgá-los. Não é a polícia que fará isso. O advogado toma aquilo como prova e lança publicamente até para defender o seu cliente", afirmou.  Mendes disse ainda enxergar no vazamento de informações da Polícia Federal "episódios com caráter de retaliação e tentativa de controle ideológico dos juízes". E citou casos recentes em que ele próprio, o ex-ministro do STF Sepúlveda Pertence e o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Félix Fischer, foram vítimas de informações "plantadas" na imprensa para, supostamente, intimidá-los.  "O vazamento indiscriminado de informações vem sendo feito com uma falta de cerimônia que amedronta. É um tipo de terrorismo lamentável, que não pode ser feito por agente público. Isso é coisa de gângster", disse.  

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