Vaticano valida primeiro milagre de irmã Dulce

O Vaticano concedeu validação jurídica ao primeiro milagre atribuído a Irmã Dulce, apresentado a Santa Sé pela comissão que requereu a canonização da religiosa baiana. A revelação foi feita ontem na missa dos 12 anos da morte de Irmã Dulce celebrada pelo presidente da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) cardeal Geraldo Majella Agnelo na Igreja da Imaculada Conceição da Mãe de Deus em Salvador.O milagre teria ocorrido com uma grávida no interior de Sergipe que, desenganada pelos médicos, pediu a ajuda da freira e se recuperou. O Vaticano reconheceu o episódio como uma "graça instantânea, perfeita e duradoura" dentro dos rígidos regulamentos impostos aos candidatos a santo.Contudo, o milagre precisa ser confirmado ainda por uma comissão de teólogos e médicos a ser formada pelo Vaticano, que vai analisar o caso para checar se a recuperação da mulher não pode ser explicada cientificamente. Se isso ocorrer Irmã Dulce deve ser beatificada. Para a canonização é necessária a comprovação de um segundo milagre por interferência da freira.O processo de canonização de Irmã Dulce foi iniciado há quatro anos. O Vaticano já comprovou que ela viveu de "forma heróica as virtudes cristãs" e realizou um grande papel social em vida recolhendo e tratando mendigos abandonados pelas ruas de Salvador. Isso foi ratificado através da publicação do documento denominado "positio" que garante o título de "venerável" ao candidato a santo. O título ainda não foi oficialmente concedido devido à burocracia do Vaticano.

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