Vaquinha de R$ 300 mil paga fiança de ex-vereador petista

Ex-parlamentar de Osasco, na Grande São Paulo, João Gois Neto foi preso preventivamente em dezembro na Operação Caça-Fantasmas, por suspeita de envolvimento em esquema de contratação de funcionários fantasmas na Câmara Municipal

Gilberto Amendola, O Estado de S.Paulo

04 de janeiro de 2017 | 23h57

A fiança do ex-vereador do município de Osasco João Gois Neto (PT), preso preventivamente na Operação Caça-Fantasmas, foi paga nesta quarta-feira, 4, por meio de uma vaquinha realizada entre petistas e simpatizantes. A ação arrecadou R$ 300 mil – valor total da fiança – usando mensagens via telefone e e-mail.

Gois teve a prisão decretada no dia 5 de dezembro, assim como outros 13 vereadores de Osasco (incluindo o prefeito eleito Rogério Lins, do PTN), por suspeita de envolvimento em um esquema de contratação de funcionários fantasmas na Câmara Municipal. Embora a prisão tenha sido revogada em 29 de dezembro, a fiança tinha esta quarta-feira como data limite para o pagamento. 

“A vaquinha foi uma forma rápida e legal para ajudar um companheiro. Ele não tinha esse dinheiro e a maneira de ajudá-lo foi através da vaquinha”, disse o presidente do PT em Osasco, Emidio de Souza.

Na gravação telefônica, o pedido era de R$ 300, R$ 500 ou R$ 1 mil – com a observação de que o ex-vereador tinha a intenção de devolver a quantia o quanto antes. Por e-mail, o tom foi mais emocional: “Vamos fazer uma grande corrente de solidariedade e provar que não é à toa que nos chamamos de companheiro”.

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