Vanucchi diz que tropas são necessárias para eleição no Rio

Militares começaram a ocupar comunidades cariocas para reforçar a segurança durante período eleitoral

Agência Brasil

12 de setembro de 2008 | 16h57

O ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH), avaliou nesta sexta-feira, 12,  que a presença de homens das Forças Armadas em favelas no Rio de Janeiro não é desejável, mas é necessária. Na quinta-feira,  os militares começaram a ocupar comunidades cariocas, mapeadas pela Justiça Eleitoral, para reforçar a segurança durante parte do período eleitoral.   "A presença das tropas não é o desejável, (não é) o que deve acontecer numa democracia. Mas isso ocorre porque o crime organizado determinou que uma parcela da população do Rio ou de outro lugar onde estiver ocorrendo isso não terá o direito político de escolher livremente seu candidato. Nesse sentido, era necessário ter a legítima intervenção do Estado", afirmou o ministro. "É preciso respeitar as autoridades que, se tomaram essa decisão, tomaram porque reconheceram que no momento atual ou se faz isso ou um segmento da população muito importante terá seqüestrado o seu direito de votar livremente", defendeu.   De acordo com Vannuchi, essa segurança poderia estar sendo realizada pela polícia estadual. Ele acredita, no entanto, que se houve uma solicitação do governo estadual e do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), é porque há o reconhecimento de que a polícia não teria, nessas regiões, o mesmo respeito que a população tem pelas tropas do Exército e da Marinha.   Paulo Vannuchi participou, no Rio, da abertura da 2ª Conferência Estadual dos Direitos Humanos. O evento, que será encerrado é preparatório para a 11ª Conferência Nacional dos Direitos Humanos, que será realizado em dezembro, em Brasília.

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