Vannuchi diz que Lula daria recado a Ahmadinejad

Pelo menos um integrante do alto escalão do governo brasileiro se diz publicamente ?aliviado? pelo cancelamento da visita do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, marcada para esta semana. Trata-se do ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, que afirmou ontem que a visita ?não ocorreria em um bom momento?. Vannuchi revelou que o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, estava pronto para dar um recado a seu colega iraniano sobre seu comportamento. ?O presidente Lula disse que diria: assim não dá?, afirmou Vannuchi. A explicação dada por diplomatas para o cancelamento da visita foram as eleições no Irã, em junho.

AE, Agencia Estado

07 de maio de 2009 | 08h25

Em vez de embarcar para a América do Sul, Ahmadinejad viajou para a Síria. Duas semanas atrás, na conferência sobre racismo da Organização das Nações Unidas (ONU), em Genebra, o presidente iraniano questionou o Holocausto e qualificou o governo de Israel de racista. O discurso foi criticado por diversos governos, incluindo o do Brasil.?Foi um alívio?, admitiu Vannuchi, em relação à notícia do cancelamento da viagem de Ahmadinejad. ?Esse era um momento ruim, com protestos e depois do discurso na ONU?, explicou.

?Questionar o Holocausto é um problema gravíssimo. É mostrar, de alguma forma, uma simpatia por Adolf Hitler.? Vannuchi afirmou que recomendaria ao chanceler Celso Amorim que o Brasil não poderia aceitar ?nenhum pronunciamento?. ?Como ministro dos Direitos Humanos, não posso adotar a atitude de achar que isso não é um problema?, disse o ministro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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