Vannuchi defende MST de acusações de atividades criminosas

Ministro-chefe comentou que observações de Mendes sobre repasse de verbas são 'convencimento equivocado'

Alexandre Rodrigues, de O Estado de S. Paulo,

27 de fevereiro de 2009 | 19h48

O ministro-chefe da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, defendeu o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra das acusações de praticar atividades criminosas. Ao comentar as declarações do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, sobre o MST diante das invasões do carnaval, Vannuchi disse ver com preocupação o que ele chamou de "convencimento equivocado" de um juiz sobre movimentos sociais como o MST. "Em tese, ele será chamado a votar, a proferir sentença nesse tema. O que eu sugiro é que todos nós, autoridades públicas, nesses pronunciamentos, cuidemos de separar pontos de vista e falar em nome do poder", disse o ministro, ressaltando que respeita as posições do chefe do Judiciário. Veja também:CNA manifesta apoio a Mendes e diz que MST é 'ilegal'Governo apenas cumpre lei no repasse de recursos, diz DilmaGoverno não se pronuncia depois de críticas de Gilmar Mendes Mendes cobra atuação dura do MP contra invasão de terra Vannuchi pediu calma na apuração dos crimes atribuídos a militantes do MST e que eles respondam individualmente perante a lei por seus erros ou eventuais crimes, sem "satanizar" os movimentos sociais. Numa alusão à repressão do regime militar no Brasil, o ministro disse que os militantes do MST estão se tornando os "comunistas"da atualidade. Ele foi ainda mais longe e chegou a comparar as críticas ao movimento à perseguição de Hitler aos judeus.  "O MST pode ter erros, equívocos, mas não posso deixar de reconhecê-lo como movimento social. Não equacionamos isso na base da repressão, do processo judicial, prisão e lei. Movimento social tem que ser equacionado sempre com diálogo", defendeu.

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