Flavio Hopp/Brazil Photo Press
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'Vamos virar um país rentista', diz Alckmin sobre política monetária brasileira

Governador de São Paulo afirma que administração federal 'desestimula' atividade empreendedora e, se País não crescer, 'vai morrer na praia'

Ana Fernandes, O Estado de S.Paulo

18 Novembro 2015 | 12h42

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), defendeu a política de ajuste promovida por sua gestão no Estado, mas disse que o esforço dos governadores será inócuo enquanto o País continuar em recessão por erros do governo federal. "Se o Brasil não crescer, vai morrer na praia", disse em evento que discute a competitividade dos Estados, promovido pelo Centro de Liderança Pública (CLP).

Alckmin, que é virtual pré-candidato do PSDB à Presidência em 2018 - disputa espaço com o senador Aécio Neves - disse que, quando se candidatou à Presidência em 2006, propôs que o Brasil chegasse a um quadro de superávit nominal - que é um saldo positivo após o pagamento de juros de dívidas. No governo Lula o Brasil tinha superávit fiscal - antes do pagamento de juros - e o governo Dilma chegou a um quadro de déficit fiscal de mais de R$ 100 bilhões.

"Não tem trem bala, mas tem estatal funcionando a pleno vapor", alfinetou o governador tucano em referência à Etav, estatal criada para cuidar do trem de alta velocidade entre Rio e São Paulo, projeto que nunca saiu do papel.

Alckmin chamou de "inadmissível" a política fiscal "frouxa" promovida pelo governo federal - sem citar Dilma Rousseff diretamente. "Não é possível você ter política fiscal frouxa, política monetária absurda e moeda sobrevalorizada. Você quase quebrou a indústria", criticou.

Para o tucano, não faz sentido subir juros em momento de contração da economia e em que não há demanda. "Vamos virar um País de rentista, é um desestímulo à atividade empreendedora. Só não estamos pior porque o câmbio salvou."

Também participam do evento os governadores de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), de Santa Catarina, Raimundo Colombo (PSDB), e do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori (PMDB).

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