'Vamos trabalhar, tem muito ladrão para a gente prender', diz Tuma Júnior

Rafael Moraes Moura,

11 Maio 2010 | 07h53

Romeu Tuma Junior chega ao seu gabinete no Ministerio da Justica. Foto: Pablo Valadares/AE

 

"Vamos trabalhar, tem muito ladrão para a gente prender", disse o secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, ao deixar o seu gabinete, no Ministério da Justiça, na madrugada desta terça-feira (11). Antes, ele havia participado de uma longa reunião de três horas com o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto. Segundo a assessoria do secretário, ele continua no cargo.

 

Reportagens publicadas pelo Estado mostram que gravações telefônicas e e-mails interceptados pela Polícia Federal ligam Tuma Júnior a Li Kwok Kwen, conhecido como Paulo Li e apontado como um dos chefes da máfia chinesa em São Paulo.

 

Deflagrada em setembro de 2009, a Operação Wei Jin levou à prisão de Li e outras 13 pessoas.

Ao sair do gabinete, Tuma Júnior não respondeu a jornalistas sobre a permanência na secretaria. "Estou trabalhando, crime organizado não tem hora. Eles não descansam, a gente também não pode descansar. Estamos trabalhando", disse.

 

O secretário ainda informou que tem reunião com o ministro Barreto "direto" e que a "área onde a gente atua é muito delicada". A agenda de Tuma Júnior para esta terça-feira prevê "reuniões internas".

 

Em nota publicada antes do encontro, o Ministério da Justiça diz que o ministro Barreto "recebeu, na noite da última sexta-feira (7), ainda em Buenos Aires, as informações pedidas à Polícia Federal" e que, na segunda-feira (10), "informações complementares foram entregues ao ministro".

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