Vamos salvar a Petrobras e setor elétrico, diz Campos

O candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, criticou a deterioração do setor energético do País e disse que será o salvador das empresas que atuam no segmento, incluindo a maior estatal brasileira e a agroindústria. "Vamos salvar a Petrobras e o setor energético. Vamos fazer a matriz energética brasileira voltar a avançar nos combustíveis renováveis", discursou, durante convenção partidária em Brasília.

DAIENE CARDOSO E CIRCE BONATELLI, Agência Estado

28 Junho 2014 | 13h21

Mesmo sem citar nomes, Campos fez uma crítica à presidente Dilma Rousseff, que já foi ministra de Minas e Energia. O candidato mencionou que num "governo comandado por alguém que está há 12 anos nos setor energético, a matriz ficou mais suja e a Petrobras andou pra trás".

Em seu discurso, Campos declarou "guerra à burocracia", defendeu um ambiente econômico de maior confiança e simplicidade para facilitar a vida de empreendedores.

Ao lado de sua candidata à vice, Marina Silva, ele defendeu a transição para uma economia de baixa emissão de carbono e maior participação do governo em temas associados à sustentabilidade e meio ambiente. Ele citou que o Brasil tem cerca de 60% do território coberto por florestas, mas uma participação em torno de apenas 3% no comércio internacional de produtos florestais. Também defendeu uma participação mais ativa do País na próxima Conferência do Clima (COP), a ser realizada no ano que vem na Paris.

Em tom mais ameno, Campos afirmou que a campanha política que enfrentará pela frente não tem o objetivo de "eliminar" os adversários, mas sim defender seu programa de governo. "Nosso projeto não é de eliminar ninguém. Apoiamos nos Estados partidos diferentes, sem nada pedir em troca, a não ser os eixos programáticos". Segundo ele, a governabilidade que pretende construir estará baseada no programa e não no fisiologismo, afirmou, citando as danças dos cargos nos ministérios.

Mais conteúdo sobre:
ELEIÇÕES CONVENÇÃO PSB CAMPOS

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.