Wilton Junior|Estadão
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'Vamos começar a trabalhar, pois os problemas são graves e o Brasil tem pressa', diz Geddel

Possível futuro ministro da Fazenda afirmou que Dilma Rousseff está deixando 'terra arrasada' nos ministérios

Carla Araujo e Erich Decat, O Estado de S.Paulo

11 de maio de 2016 | 22h50

BRASÍLIA - Já falando como ministro do governo de Michel Temer, Geddel Vieira Lima afirmou, após encontrar com Temer no gabinete da vice presidência, que o governo da presidente Dilma Rousseff está deixando “terra arrasada” nos ministérios, mas ponderou que é acertada a decisão da presidente em não demitir inicialmente  presidente do Banco Central, Alexandre Tombini. 

"Deveria haver um pouco mais de patriotismo, governo deveria facilitar, passar dados. O que vai estar jogo é o futuro do país", disse. 

Segundo Geddel, o futuro ministro da fazenda do governo Temer já sinalizou que concorda com Tombini na fase considerada de transição. "faz sentido.  Sobretudo o Banco Central. A intenção do presidente não é fazer política de ocupação. O Meirelles já sinalizou (que tudo bem). A gente não quer sobressaltos,  quer segurança e o mercado Tranquilo", disse. 

Geddel afirmou ainda que é preciso que o governo Temer comece a trabalhar o quando antes "pois problemas são graves e Brasil tem pressa". 

O futuro ministro da secretaria de governo de Temer rechaçou a hipótese de Dilma retomar o cargo após o período de afastamento de 180 dias, depois da decisão que deve ser ratificada na madrugada pelo Senado. "vai ficar comprovado que houve crime de responsabilidade do ponto de vista legal", disse, ressaltando que o governo do peemedebista vai convencer os brasileiros. "O governo Temer será de tal forma eficaz que sociedade brasileira vai querer que ele continue", disse. 

Geddel não quis adiantar possíveis medidas da economia e disse que é uma recomendação de Temer que o assunto fique sob responsabilidade de Meirelles. "sobre economia fala o ministro Henrique Meirelles", disse. 

De acordo com Geddel, a expectativa é que Temer seja notificado de que assumirá a presidência por volta das 11 horas ainda no Palácio do Jaburu é que por volta das 15 horas ele fale com a imprensa já no Palácio do Planalto.  

 

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