Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Vamos colaborar com tudo aquilo que for possível, diz presidente do PRB após reunião com Bolsonaro

Marcos Pereira garantiu que 80% da pauta do partido 'converge' com a do governo; presidente eleito também garantiu o apoio do MDB nesta terça-feira

Julia Lindner, O Estado de S.Paulo

04 Dezembro 2018 | 21h44

BRASÍLIA - Após o primeiro dia de conversas oficiais com bancadas de partidos políticos, nesta terça-feira, 4, o presidente eleito Jair Bolsonaro terminou com saldo positivo. Após o MDB sinalizar alinhamento com a pauta de Bolsonaro, o presidente nacional do PRB, Marcos Pereira, disse que a sigla não terá dificuldade em apoiar o futuro governo.

"Dissemos para ele (Bolsonaro) que no mínimo 80% da nossa pauta converge com a pauta do governo, de maneira que nós não vamos ter dificuldades de apoiar", afirmou Pereira à imprensa. "Vamos colaborar com tudo aquilo que pudermos", reforçou.

Segundo o presidente do PRB, Bolsonaro também tratou de um possível aprofundamento da reforma trabalhista como um dos temas prioritários, assim como fez com os deputados do MDB.

"Ele comentou que a reforma trabalhista está tendo resultados positivos, e que talvez precisamos aprofundar alguns temas, não especificou quais, tendo como modelo outros países do mundo."

Bolsonaro teria tratado, de maneira mais genérica, da reforma previdenciária e processos de desburocratização. 

Após a reunião com o MDB, Bolsonaro falou, em coletiva de imprensa, que "hoje em dia continua muito difícil ser patrão no Brasil". O presidente eleito defendeu medidas mais favoráveis aos empregadores para estimular novas contratações. 

"Na última reforma trabalhista, que votei favorável, já tivemos reflexo positivo, número de ações trabalhistas caiu pela metade. Mas hoje em dia continua sendo muito difícil ser patrão no Brasil", criticou o presidente.

Bolsonaro não quis entrar em detalhes sobre como seria feito o aprofundamento. "Estamos estudando. Não basta ter direitos e não ter empregos, esse é o grande problema que existe", declarou em conversa com jornalistas. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.