Valério é citado em suposto desvio em fundação de MG

O Ministério Público (MP) de Minas Gerais abriu investigação para apurar um suposto desvio de R$ 4,3 milhões nos cofres da Fundação Mineira de Educação e Cultura (Fumec). Deste montante, cerca de R$ 2,3 milhões teriam sido desviados por meio de contratos de prestação de serviços que não teriam sido executados pela SMPB Comunicação, então de propriedade do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, também denunciado de envolvimento no mensalão petista e no mensalão tucano, em Minas. A Fumec é uma pessoa jurídica de direito privado mantenedora de instituição de ensino superior, sem fins lucrativos, que possui benefícios fiscais garantidos pela Constituição. De acordo com matéria publicada hoje pelo jornal O Tempo, de Belo Horizonte, auditorias realizadas na Fumec - de 21 de agosto a 15 de dezembro de 2006 - constataram que entre 2001 e 2005 a SMPB foi contratada pela quantia de R$ 2.338.559. As campanhas publicitárias, porém, não teriam sido elaboradas. A auditoria nas contas da fundação foi solicitada pelo atual presidente do conselho curador da Fumec, Emerson Tardieu de Aguiar Pereira Júnior, que atendeu recomendação do MP. O resultado levou ao afastamento da cúpula da instituição. Entre os afastados está um ex-diretor Dimas de Melo, que é casado com a ex-diretora administrativa-financeira da SMPB, Simone Reis de Vasconcelos. Réu no processo do mensalão petista, Simone é apontada como uma das principais sacadores de dinheiro nas agências do Banco Rural.Além de Valério, na lista de investigados aparecem seis ex-diretores da entidade. O presidente do conselho da Fumec divulgou nota hoje na qual confirma que "foram detectados indícios de irregularidades administrativas na instituição, prontamente apuradas e encaminhadas" ao MP mineiro. O advogado de Valério, Marcelo Leonardo - que também representou Simone Vasconcelos no julgamento da denúncia do mensalão -, disse que seu cliente ainda não recebeu nenhuma comunicação formal sobre a investigação.

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