Vale é alvo do MST por 'questão ideológica', diz Agnelli

Presidente da empresa diz que a companhia virou 'vidraça' e reclamou de ocupação de estrada de ferro

Leonencio Nossa,

14 de novembro de 2007 | 19h26

O presidente da Companhia Vale do Rio Doce, Roger Agnelli, disse que a empresa virou alvo do Movimento dos Sem-Terra "talvez" por "questão ideológica". Em entrevista após encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto, Agnelli disse que a companhia virou "vidraça" porque é bem sucedida. Ele reclamou da ocupação, na semana passada, da Estrada de Ferro Carajás pelo MST. Foi a terceira ocupação, em menos de um mês. O objetivo do movimento, segundo o MST, é chamar a atenção da sociedade para a grande exploração feita pela empresa e o pouco retorno que traz para a sociedade."A empresa está num processo de crescimento muito forte, (por isso) a gente acaba virando de alguma forma vitrine, vidraça", afirmou Agnelli. "Não tem nenhum tipo de relação possível entre MST e Vale do Rio Doce, pelo contrário. "O movimento do MST de parar as ferrovias não tem nada a ver com a Vale do Rio Doce; a gente não tem absolutamente nada a ver com o MST." O próprio movimento colocou a Vale como alvo simplesmente como uma questão ideológica, talvez, talvez porque nem isso eu sei", afirmou. O executivo da Vale disse que não discutiu a questão do MST com o presidente Lula na audiência desta manhã no Planalto. "Não, ele (Lula) não comentou", disse. Mas admitiu que as invasões do MST incomodam " não apenas a Vale do Rio Doce, como a todos os brasileiros, é uma questão de Estado de Direito. É uma coisa que deixa a todos incomodados".

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