Vale diz que MST invade fazenda no Maranhão

Segundo a empresa, os invasores depredaram uma unidade de produção de carvão vegetal

Alaor Barbosa, Agência Estado

08 de março de 2008 | 13h21

A Vale do Rio Doce divulgou nota neste sábado, 8, informando que manifestantes ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Maranhão invadiram pela manhã uma unidade da Ferro Gusa Carajás, empresa da Vale, no Maranhão.  VEJA TAMBÉM Sem-terra agiram em 4 Estados durante a semana Via Campesina destrói pesquisa da Monsanto Segundo a empresa, os invasores depredaram as instalações da Fazenda Monte Líbano, unidade de produção de carvão vegetal localizada no município de Açailândia, sede administrativa da operação florestal da Ferro Gusa Carajás (FGC) no Estado, na qual trabalham cerca de 150 pessoas.  A empresa informou ainda que peritos da Polícia Militar já foram enviados ao local para avaliar a extensão dos danos. Um empregado da FGC foi cercado pelos invasores, ameaçado com foices e porretes e obrigado a entregar uma máquina fotográfica com a qual registrava o ataque.  O trânsito na rodovia Belém-Brasília foi interrompido pelos invasores com barreira de pneus e troncos de árvores, que foram incendiados. A Vale pediu reforço de policiamento para suas unidades na região. Os invasores anunciaram que pretendem retornar à Fazenda Monte Líbano à tarde, e também podem invadir uma outra fazenda na qual a Vale mantém um centro de pesquisas de reflorestamento e revegetação, continua a nota, acrescentando que essa invasão pode pôr abaixo mais de 20 anos de pesquisas desenvolvidas pela empresa. Nesta sexta-feira, o grupo de mulheres da Via Campesinas, ligada ao MST, destruiu um centro de pesquisas com transgênicos da Monsanto. O comunicado informa ainda que a Justiça de Açailândia já concedeu uma liminar para a reintegração de posse da Fazenda Monte Líbano à Vale, e determinando o cumprimento da medida judicial pela Polícia Militar.

Tudo o que sabemos sobre:
mstvale do rio docemaranhão

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.