Geraldo Magela/Agência Senado
Geraldo Magela/Agência Senado

Valadares fica na presidência do Conselho de Ética

Senador do PSB-SE estava como interino, mas foi mantido no cargo de conselho que dará sequência ao processo contra Demóstenes Torres, acusado de envolvimento com Carlinhos Cachoeira

Ricardo Brito, da Agência Estado

12 de abril de 2012 | 12h30

O senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) foi eleito nesta quinta-feira, 12, o presidente do Conselho de Ética da Casa. Valadares ocupava o cargo interinamente desde anteontem. Caberá a ele presidir o colegiado durante o processo de quebra de decoro parlamentar contra o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), acusado de envolvimento com o empresário do ramo de jogos ilegais Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. A relatoria do processo ficará com o senador Humberto Costa (PT-PE).

 

Valadares foi eleito com 12 votos favoráveis e uma abstenção - dele próprio. Os senadores decidiram fazer logo a eleição depois que Demóstenes apareceu de surpresa na sala do conselho, no início da sessão. Ele disse que, embora não fosse questionar qualquer nulidade durante o processo a que responderá, cobrou do colegiado o respeito ao regimento interno do Senado e eleja um presidente.

 

Em um rápido discurso, Valadares elogiou a iniciativa dos integrantes do conselho, preocupados com "a legalidade e com o processo disciplinar". O senador disse que, durante sua presidência, ninguém será julgado sem amplas garantias ao direito de defesa. "Todos aqueles que forem representados nesta comissão terão direito a ampla defesa e será respeitado o princípio do contraditório", afirmou.

 

"Não haverá preconceito, não haverá nem perseguição, nem discriminação", disse. "Haverá a busca da verdade e o fortalecimento do poder legislativo, algumas vezes tão incompreendido e tão mal tratado", afirmou.

 

Demóstenes tem 10 dias, contados a partir dessa quarta-feira, 11, para apresentar sua defesa à representação. Caberá a Humberto Costa, como relator, instruir o processo e elaborar parecer que poderá sugerir a absolvição do parlamentar ou aplicação de sanções que podem chegar à cassação do mandato. Neste momento, os senadores elegem o presidente do conselho em votação secreta.

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